Por Clesio Damasceno / A Gazeta
A conclusão da construção de 58 novas bocas de lobo é apontada como fundamental para acabar com os alagamentos registrados na região do Parque da Cidade, em Amambai. A afirmação é da TS Construtora, empresa responsável pela obra de drenagem executada no local.
Procurados pela reportagem do Jornal A Gazeta nesta terça-feira (24), o engenheiro e diretor da empresa, Aral Moreira Maciel, e o proprietário da construtora, Ariel B. Maciel, explicaram que a obra encontra-se com 65% concluída, e que os 35% restantes da obra são considerados decisivos para solucionar o problema histórico de alagamentos que afeta a população há mais de 30 anos.
Segundo eles, dentro desses 35% de obras que faltam, serão implantadas 58 novas bocas de lobo ao longo da Rua Antônio Pereira dos Santos. A estrutura permitirá que a água das chuvas, que hoje se concentra e desce pela Rua Benjamin Constant, nas proximidades da Pizzaria Sbarros, seja captada e direcionada para as galerias pluviais da Rua Antônio Pereira dos Santos, seguindo até o bueiro dissipador localizado nos fundos do parque.

Conforme relatado pela empresa, esse sistema vai aliviar o fluxo de água na região e evitar que o volume das chuvas continue provocando alagamentos desde a altura da Avenida Pedro Manvailler até os fundos do parque, atingindo áreas da Vila Pimentel.
O assunto ganhou repercussão após a forte chuva registrada na sexta-feira (13), quando mais de 180 milímetros teriam caído em cerca de 40 minutos, provocando alagamentos na região e em outros pontos da cidade, gerando transtornos e apreensão entre moradores. Uma das indagações da população é de como está o andamento da obra e se ela irá resolver o problema de alagamento naquela região.
A obra
A obra foi iniciada há mais de dois anos e tem investimento de R$ 12.840.288,00. Os recursos são do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio de convênio com a Agesul, cabendo à Prefeitura de Amambai o acompanhamento dos serviços.
De acordo com a TS Construtora, ao Jornal A Gazeta, a obra está atualmente com 65% dos serviços executados, conforme as últimas medições. No entanto, os trabalhos estão paralisados há cerca de dois meses, aguardando o repasse de pagamento por parte do Governo do Estado.
A empresa informou que, tão logo o pagamento da etapa concluída seja efetuado e os trabalhos retomados, a previsão é de entrega até o final de 2026.

Complexidade técnica
O engenheiro Aral Moreira Maciel destacou ainda a complexidade da obra. Segundo ele, quando o projeto foi elaborado não havia rede de esgoto implantada na área. Com a instalação posterior da galeria, tornou-se necessário realizar desvios nas tubulações das galerias pluviais, o que aumentou o grau de dificuldade da execução.
Outro ponto citado foram encanamentos antigos da Sanesul que não constavam nos projetos e foram descobertos durante as escavações. Conforme relatado, houve rompimento de canos e até o dano em uma adutora, que precisou ser reparada.
Segundo a empreiteira, a conclusão das etapas restantes é considerada essencial para que o sistema funcione plenamente, mas com 65% concluído já houve uma melhora significativa na região. As chuvas que ocorreram no dia 13 de fevereiro foi algo atípico, grande volume de água em tão pouco tempo. Mas tão logo a chuva cessou a água já baixou rapidamente. A obra finalizada vai praticamente resolver o problema de alagamento, salvo alguma situação atípica com volume extraordinário, avalia a empresa.

Fonte e Fotos: A Gazeta









