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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Câmbio reage a dados de emprego e inflação

Investidores estão preocupados no cenário doméstico

O mercado de câmbio deve atravessar a semana atento à divulgação de indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos, que podem alterar as expectativas para juros e influenciar o comportamento do dólar. Segundo análise da StoneX, o relatório oficial de emprego americano e os dados de inflação nas duas economias serão os principais vetores para a formação de preços no curto prazo.

Na última semana, a ata do Comitê de Política Monetária confirmou a sinalização já feita na decisão anterior de que pode haver corte de juros na reunião prevista para 18 de março, caso o cenário atual se mantenha. Apesar da indicação, o tamanho da eventual redução não está definido e dependerá do desempenho dos próximos indicadores, o que mantém investidores cautelosos.

Nos Estados Unidos, o payroll, principal termômetro do mercado de trabalho, teve a divulgação adiada para quarta-feira, dia 11, em razão do shutdown do governo, já encerrado. Enquanto isso, outros dados foram publicados, como a pesquisa JOLTS e o relatório da ADP sobre a criação de vagas no setor privado, que mostraram um quadro mais fraco do que o esperado. Ao longo da semana, a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve por Donald Trump também contribuiu para o fortalecimento do dólar.

No cenário doméstico, a informação de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apoia a escolha de Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para preencher vagas abertas no Copom gerou preocupação entre investidores, principalmente diante da percepção de que pode haver uma postura mais favorável a juros baixos.

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