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sábado, 7 de fevereiro de 2026

PGPAF atualiza bônus do Pronaf em fevereiro

Preços abaixo do mínimo ampliam bônus do PGPAF

Produtores familiares com financiamentos contratados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) passam a contar, em fevereiro, com novos percentuais de redução nas parcelas, conforme a relação de produtos amparados pelo Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF). A atualização tem como objetivo proteger a renda no campo diante da diferença entre os preços praticados no mercado e o valor de garantia. A lista é elaborada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com base no levantamento de preços, e validada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), responsável pela publicação da portaria.

O levantamento referente aos preços registrados em janeiro aponta diferenças entre o valor mínimo garantido e a média de comercialização em diversos estados. No Amapá, o feijão-caupi foi comercializado a R$ 120,00 a saca de 60 quilos, enquanto o valor de garantia é de R$ 285,06. No Rio de Janeiro, a manga teve preço médio de R$ 0,68 por quilo, abaixo do patamar mínimo de R$ 3,47. No Paraná, a batata foi vendida a R$ 29,10 a saca de 50 quilos, ante o valor de referência de R$ 71,87. No Espírito Santo, a raiz de mandioca registrou preço médio de R$ 242,32 por tonelada, frente à garantia de R$ 508,23.

Em relação ao mês anterior, houve mudanças na relação de produtos e Unidades da Federação contempladas. O milho na Bahia passou a integrar o grupo beneficiado, com percentual de 0,11%. tomate, cará/inhame, juta/malva, abacaxi e açaí deixaram de receber o desconto. Para as demais culturas, foram registrados ajustes regionais, com inclusão, manutenção ou retirada de estados, conforme a evolução dos preços de mercado.

O percentual aplicado é calculado a partir da diferença entre o preço médio e o valor de garantia, variando conforme o produto e a Unidade da Federação. No relatório de fevereiro, os maiores índices foram registrados para a manga no Rio de Janeiro, com 80,40%, e em São Paulo, com 63,11%, além da batata no Paraná, com 59,51%, da cebola no Rio Grande do Sul, com 58,57%, e do feijão-caupi no Amapá, com 57,90%.

As informações completas constam na Portaria SAF/MDA nº 354, publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (6). Os percentuais entram em vigor a partir de 10 de fevereiro e permanecem válidos até 9 de março, conforme estabelecido na portaria.

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