Clesio Damasceno
A Câmara Municipal de Amambai iniciou obras de reforma na parte elétrica, rede lógica e parte do sistema de cobertura (telhado) do prédio do Legislativo, a partir da Concorrência Eletrônica nº 001/2025, lançada para a contratação de empresa especializada em engenharia.
O prédio, com mais de 50 anos, vinha apresentando problemas recorrentes, como oscilações e quedas de energia, falhas na transmissão de internet e infiltrações em períodos de chuva. A situação colocava em risco servidores, vereadores e o público que frequenta o local durante sessões e eventos realizados no plenário e no auditório.
O edital previa a contratação de empresa para execução da reforma das instalações elétricas, cabeamento estruturado, pintura interna e parte da cobertura do prédio da Câmara Municipal de Amambai, anteriormente comprometida pelas chuvas.
A concorrência eletrônica foi realizada no dia 26 de novembro de 2025, com valor estimado de R$ 532 mil, calculado com base na tabela do SINAPI, definida pelo Governo Federal. Cinco empresas de diferentes regiões do país participaram do certame, sendo vencedora a Construtora Aldevina A. do Nascimento & Cia Ltda, com proposta no valor de R$ 458 mil, abaixo do estimado inicialmente.

Problemas estruturais antigos
Em vistoria às obras, realizada nesta última sexta-feira, o jornal A Gazeta conversou com o engenheiro Lucas Corrêa, responsável técnico contratado pela Câmara para elaboração do laudo das condições encontradas, desenvolvimento dos projetos de solução, acompanhamento, medições e respaldo técnico.
Segundo o engenheiro, embora o prédio tenha passado por algumas intervenções ao longo dos anos, não houve melhorias suficientes na parte elétrica nem na rede lógica. Houve ampliação da estrutura física, aumento de equipamentos e maior circulação de pessoas, hoje o prédio possui quase 900 m² de área construída, mas manteve-se o mesmo padrão antigo de fornecimento elétrico. Além disso, a rede lógica permaneceu desatualizada, o que causa instabilidade e baixa qualidade de conexão.
“Essa estrutura já não comporta a carga necessária para atender salas, aparelhos de ar-condicionado, internet, computadores, câmeras e outros equipamentos eletrônicos. Além disso, a fiação antiga aumenta o risco de curto-circuito e até de incêndio”, explicou.
Serviços adicionais identificados
Lucas Corrêa também destacou que, com o avanço das obras, surgiram novas necessidades de reparo não previstas no projeto inicial, situação comum em prédios antigos. Entre elas, a constatação de que o madeiramento da cobertura, inicialmente previsto para reaproveitamento, está sem condições de uso. Ao retirar as telhas, verificou-se que a estrutura não pode ser reaproveitada, exigindo substituição completa.
“Também foram identificados trechos de fiação sem conduítes, o que não é permitido pelas normas técnicas. Em cerca de 96 metros quadrados de construção será necessário quebrar paredes de gesso para refazer a passagem da fiação, com posterior reconstrução e pintura. Já em pelo menos 87 metros quadrados será necessária a troca total da cobertura”, detalhou o engenheiro.
Segundo ele, por se tratar de uma reforma em prédio antigo, algumas demandas surgem conforme a obra avança, podendo exigir novos aportes, sempre respeitando o objeto licitado e sem infringir os trâmites legais, priorizando a transparência dos gastos públicos.

Acompanhamento e transparência
O presidente da Câmara Municipal, Darci José da Silva, acompanha de perto a execução dos trabalhos e afirmou ao A Gazeta que o principal objetivo é garantir segurança e qualidade.
“A intenção é resolver definitivamente um problema que coloca em risco quem trabalha e quem frequenta o prédio, garantindo um serviço bem feito, que tenha durabilidade por muitos anos”, afirmou.
Darci também ressaltou o compromisso com a transparência, destacando a importância da contratação do engenheiro para acompanhamento técnico dos serviços, já que a equipe de servidores da Câmara não possui profissional habilitado para essa função. Ele reforçou que todas as etapas administrativas seguiram os trâmites legais, assegurando segurança jurídica ao processo.
Os trabalhos tiveram início no final de dezembro e seguem em andamento, sob fiscalização do engenheiro responsável e da própria Câmara Municipal.




Fonte: Grupo A Gazeta




