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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Produção recorde marca ano do biodiesel no país

O principal marco do ano foi a consolidação do mandato obrigatório de mistura

O mercado brasileiro de biodiesel atravessou 2025 em um ambiente de retomada e reorganização, marcado por avanços regulatórios, crescimento da produção e ajustes estruturais ao longo da cadeia. Segundo a equipe de Inteligência de Mercado da StoneX, o período consolidou mudanças importantes e deixou bases mais claras para a expansão prevista nos próximos anos.

O principal marco do ano foi a consolidação do mandato obrigatório de mistura, com o país operando sob o regime B15 a partir de agosto, conforme diretrizes do Ministério de Minas e Energia. A retomada do cronograma ocorreu após anos de oscilações causadas por dificuldades econômicas e pelos efeitos da pandemia, que haviam limitado a elevação dos teores obrigatórios. Com a normalização do ambiente regulatório, o setor voltou a apresentar crescimento mais consistente, reforçado pela sanção da Lei do Combustível do Futuro, que estabelece metas anuais de aumento da mistura até 2030 e amplia o compromisso com fontes energéticas sustentáveis.

Dados da ANP indicam que a produção nacional de biodiesel atingiu patamares recordes em 2025, acompanhando o avanço do mandato. O consumo de óleo de soja, principal insumo do setor, somou 7,9 milhões de toneladas no ano, enquanto o esmagamento do grão e o uso de matérias-primas alternativas, como sebo bovino, gordura suína e óleos residuais, também avançaram, evidenciando maior diversificação da base produtiva. No campo industrial, a capacidade instalada chegou a 42,6 mil m³ por dia, com forte concentração nas regiões Centro-Oeste e Sul, responsáveis por mais de 70% da produção nacional. O ano também foi marcado por movimentos de consolidação e pela entrada de novos participantes, elevando a competitividade.

Para 2026, as expectativas permanecem positivas. As projeções indicam demanda potencial de 10,5 milhões de toneladas com manutenção do B15 ao longo do ano, podendo superar 11 milhões de m³ caso o B16 seja adotado a partir de março. O uso da capacidade instalada deve variar entre 57% e 64,5%, conforme o ritmo das expansões e as decisões governamentais sobre o mandato obrigatório.

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