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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Tacuru: Prefeito Rogério Torquetti faz balanço do primeiro ano à frente do Conisul e destaca avanços administrativos e parcerias estratégicas

O Conisul é formado por 14 municípios das regiões Cone Sul, Sul-Fronteira e Grande Dourados, abrangendo uma parcela estratégica do território sul-mato-grossense.

O Plantão do MS esteve em Tacuru, região sul do estado, para entrevistar o Prefeito Rogério Torquetti, que além de gestor municipal, preside o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Região Sul de Mato Grosso do Sul (Conisul). A conversa abordou o balanço do primeiro ano de sua presidência à frente do consórcio, os desafios enfrentados, as mudanças administrativas implementadas e a relação institucional com o Governo do Estado e a Itaipu Binacional.

O Conisul é formado por 14 municípios das regiões Cone Sul, Sul-Fronteira e Grande Dourados, abrangendo uma parcela estratégica do território sul-mato-grossense. Integram o consórcio os municípios de Amambai, Aral Moreira, Caarapó, Coronel Sapucaia, Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Juti, Mundo Novo, Naviraí, Paranhos, Sete Quedas e Tacuru.

A iniciativa tem como objetivo fortalecer a cooperação entre os entes municipais, viabilizando ações conjuntas em áreas como infraestrutura, meio ambiente, saúde, educação e desenvolvimento econômico.

Reforma administrativa e modernização do estatuto

Ao fazer um balanço do primeiro ano de presidência, Rogério Torquetti destacou que o foco inicial da gestão foi enfrentar entraves históricos ligados à burocracia interna do consórcio.

“Fomos em cima da burocracia. Propusemos uma mudança no estatuto, que já era muito antigo. Dentro do consórcio, chamamos esse processo de opção de protocolo. Foi uma reforma administrativa necessária para dar mais agilidade e segurança jurídica às ações”, explicou.

Segundo o presidente, a alteração estatutária exigiu um processo longo e cuidadoso. Além da aprovação em Assembleia Geral, com quórum de 50% mais um, em razão da natureza jurídica do consórcio, a mudança precisou tramitar individualmente nas 14 Câmaras Municipais, garantindo autorização legislativa plena.

“Só assim haveria a autorização de fato. Todo esse processo foi concluído apenas no final de 2025”, completou.

Mesmo com as discussões administrativas em andamento, Torquetti ressaltou que o Conisul não interrompeu suas atividades operacionais. “Enquanto mudávamos a burocracia, não paramos de trabalhar”, frisou.

Estrutura e ações em andamento

Durante a entrevista, o presidente do Conisul também destacou a estrutura já disponível para atender os municípios consorciados. Entre os equipamentos e serviços em operação estão uma usina de massa asfáltica, uma perfuratriz e uma patrulha mecanizada, utilizada para levantamento, adequação e manutenção de estradas, especialmente na zona rural.

Essas ferramentas, segundo Torquetti, são fundamentais para apoiar os municípios em obras de infraestrutura e garantir melhores condições de mobilidade e desenvolvimento local.

Parceria com o Governo do Estado e Itaipu Binacional

Questionado sobre a relação do consórcio com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e com a Itaipu Binacional, especialmente no âmbito do programa ProSolo, Torquetti destacou a importância da atuação conjunta entre as esferas de governo e instituições parceiras.

O ProSolo é um programa da Itaipu Binacional, desenvolvido em parceria com órgãos estaduais como a Semadesc/MS e a SEA/PR com foco na conservação do solo e da água, combate à erosão e promoção do uso sustentável da terra. A iniciativa atua especialmente nas áreas de influência da usina, no Mato Grosso do Sul e no Paraná, por meio de investimentos em infraestrutura rural, equipamentos, assistência técnica e recuperação de nascentes.

“O governo é um parceiro. Esse tipo de programa fortalece os municípios e amplia nossa capacidade de atuação regional, especialmente em ações estruturantes e de longo prazo. No caso do PROSOLO em especial, o objetivo é garantir o acesso às águas, protegendo nascentes e afluentes. São realizados levantamento de curvas de nível, caixa de contenção e assim evitamos possíveis erosões”, reforçou o prefeito.

Integração regional e gestão em saúde

Para Rogério Torquetti, o fortalecimento do Conisul passa, necessariamente, pela integração entre os municípios, pelo diálogo institucional e pela construção de soluções coletivas.

“Quando os municípios caminham juntos, ganham força política, técnica e operacional. O consórcio existe justamente para isso: unir esforços e promover desenvolvimento regional”, concluiu.

Na área da saúde, o presidente do Conisul destacou a criação de uma equipe própria de licitação, com o objetivo de apoiar diretamente os municípios consorciados. Segundo ele, muitos pregões realizados de forma isolada acabam tendo itens desertos, quando não há interessados em fornecer determinados produtos devido ao baixo volume de compra, o que resulta na falta de insumos e medicamentos básicos.

“A nossa proposta é mudar essa realidade a partir de 2026. Como consórcio, somos 14 municípios, o que garante uma escala maior de aquisição. Basta que o gestor identifique sua necessidade e faça a adesão à ata”, explicou.

Ainda de acordo com Torquetti, no final de 2025 o Conisul já realizou licitação para aquisição de material hospitalar e, atualmente, acompanha a execução do procedimento para assegurar o abastecimento da rede municipal de saúde.

Fonte: Mariana Rocha/Plantão do MS

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