Os Estados Unidos apertaram as regras para a operação de Drones agrícolas fabricados no exterior, em um movimento que amplia o debate sobre soberania de dados e segurança nacional no uso dessa tecnologia no campo. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), a mudança decorre do vencimento, em 23 de dezembro, do prazo previsto na Lei de Autorização de Defesa Nacional para a realização de uma auditoria de risco sobre equipamentos estrangeiros exigida pelo Congresso americano.
Como a revisão não foi concluída dentro do período legal por nenhuma agência federal, passaram a valer automaticamente restrições adicionais previstas na legislação. A medida atinge também drones agrícolas usados em aplicações de insumos, mapeamento e monitoramento de lavouras, setor que depende fortemente desse tipo de equipamento. Na prática, novos drones fabricados fora dos Estados Unidos, ou modelos ainda não homologados, deixam de obter autorização de radiofrequência, requisito essencial para importação, comercialização e uso legal no país.
Os equipamentos já homologados antes do prazo seguem operando normalmente, mas a limitação sobre novos registros e a expansão de frotas cria incertezas para fabricantes, distribuidores e usuários. O debate ganhou força pelo controle dos dados gerados pelos drones, que incluem imagens georreferenciadas, mapas de propriedades e informações operacionais consideradas estratégicas. Autoridades americanas adotam uma postura preventiva, apesar da ausência de provas públicas de uso indevido dessas informações. Analistas apontam que, além da segurança nacional, a decisão também reflete uma disputa tecnológica e econômica, com impacto direto sobre o futuro da agricultura de precisão e do mercado de drones no país.





