Em uma manhã marcada por emoção, compromisso público e solidariedade, o Governo do Estado entregou nesta segunda-feira (12) a nova Unidade Móvel da Rede Hemosul, ampliando o alcance da doação de sangue em Mato Grosso do Sul. Estacionada no pátio do Hemosul Coordenador, em Campo Grande, a estrutura representa mais do que um investimento em saúde pública, é um gesto concreto de cuidado com quem mais precisa.
A cerimônia de entrega reuniu autoridades, servidores da saúde, parlamentares, representantes do Ministério da Saúde e contou ainda com doações simbólicas, como a de Cleomar Campos, que celebrou seus 55 anos oferecendo, mais uma vez, um presente à vida: seu sangue.
“Hoje é um dia muito especial. Quando fiquei sabendo do evento, já tinha a intenção de doar sangue no meu aniversário. Fiquei muito feliz em receber esse presente. Na verdade, recebo essa entrega como se fosse para mim, porque sei que, por meio dela, muitas vidas serão beneficiadas. E isso, para mim, é o maior presente que poderia acontecer”, afirmou emocionado Cleomar, auditor fiscal e doador há 37 anos.


O governador em exercício, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou a importância da nova unidade como instrumento de interiorização das políticas públicas de saúde. “Mais do que um ônibus, essa unidade representa a presença do Estado em todos os cantos de Mato Grosso do Sul. Doar sangue é um ato de cidadania e de salvar vidas, e garantir que essa possibilidade chegue a quem está longe dos grandes centros é um avanço concreto das nossas políticas de saúde e dignidade”, pontuou.
Com investimento de R$ 3,5 milhões, viabilizado por emenda parlamentar do deputado federal Geraldo Resende, o novo veículo é totalmente equipado com estrutura para coletas internas, sistema de climatização, equipamentos laboratoriais e espaços adaptados para triagem, coleta e acolhimento dos doadores. A proposta é expandir o atendimento aos 79 municípios do Estado, especialmente àqueles onde o acesso às unidades fixas era limitado.


Além de facilitar o acesso da população às campanhas de doação, a unidade móvel irá fortalecer os estoques estratégicos da Rede Hemosul. Atualmente, apenas 10 a 15 municípios contam com estrutura para coletas externas, uma realidade que será transformada com a chegada do novo veículo. A proposta é que o ônibus atue como uma “enzima” na logística da coleta, aproximando ainda mais o Hemosul de quem deseja doar.
O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, reforçou o papel decisivo da Rede Hemosul e da união de esforços para concretizar a entrega.
“Foi em uma reunião com os servidores do Hemosul que nasceu a ideia do ônibus. A partir daí, buscamos o apoio necessário e, com o recurso parlamentar, adquirimos uma unidade que muda a lógica da captação de sangue no nosso Estado. É uma ação pública que envolve servidores dedicados, parlamentares comprometidos com a saúde e uma gestão que acredita no SUS”, destacou.

Ele também agradeceu ao Ministério da Saúde, representado na solenidade pelo médico Ronaldo Barcelos, pela entrega recente de equipamentos que potencializam a capacidade de coleta e processamento de hemocomponentes. “Recebemos inúmeros maquinários que nos permitirão ampliar a capacidade de coleta, armazenamento e destinação de elementos do sangue, como a albumina humana, uma proteína essencial que o Brasil ainda importa em grande escala”, completou.
Com a chegada da nova unidade, a Secretaria de Estado de Saúde também projeta a modernização da estrutura física da Rede Hemosul. A proposta é construir um novo prédio-sede, em parceria com a Prefeitura de Campo Grande e com apoio de novas emendas parlamentares, para atender com mais conforto os servidores e usuários da rede.
Encerrando a solenidade, Barbosinha reafirmou o compromisso do Governo com uma saúde pública acessível, eficiente e humanizada. “Cuidar da saúde é cuidar da vida em todas as suas dimensões. O Hemosul tem sido um exemplo de dedicação, amor e eficiência, e hoje damos mais um passo nessa caminhada. Que essa unidade móvel leve esperança, salvação e a presença do Estado a cada cidade, assentamento, comunidade ribeirinha ou indígena. A vida está no sangue e o sangue agora vai até onde a vida pulsa”, concluiu.




Fonte: Lucas Cavalheiro, Comunicação Vice-governadoria



