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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Safra 25/26: Brasil deve ampliar liderança na soja

Mercado da soja inicia 2026 com expectativa de reação nos preços

As estimativas iniciais apontam que o Brasil pode alcançar uma nova produção recorde de soja na safra 2025/26. Ao mesmo tempo, a oferta global tende a diminuir, principalmente por conta da menor disponibilidade nos Estados Unidos e na Argentina, segundo dados divulgados pelo Cepea.

Pesquisadores do Cepea indicam que a combinação entre maior produção brasileira e menor oferta mundial deve ampliar ainda mais o protagonismo do País no comércio internacional. Nesse cenário, o Brasil pode ser responsável por abastecer cerca de 60% da demanda mundial de soja.

Com essa perspectiva, o mercado já começa a sinalizar mudança de humor nos preços externos. As negociações para embarques nos portos brasileiros no primeiro semestre de 2026, conforme apontam pesquisadores do Cepea, indicam sinais de recuperação.

Parte da valorização esperada no mercado internacional está associada ao acordo comercial entre China e Estados Unidos. Pelo compromisso firmado, o governo asiático se comprometeu a intensificar as importações de soja norte-americana entre 2026 e 2028.

Ainda assim, a avaliação de pesquisadores do Cepea é de que a demanda chinesa pela oleaginosa brasileira deve permanecer elevada. Esse fator tende a sustentar os prêmios de exportação, mantendo o Brasil em posição de destaque nas negociações.

No mercado interno, a formação de preços seguirá muito ligada ao comportamento do câmbio. Pesquisadores do Cepea destacam que a evolução da taxa de câmbio continuará sendo um fator-chave para as cotações domésticas.

No cenário internacional, o dólar pode ser pressionado pela redução da taxa básica de juros nos Estados Unidos. Isso ocorre após o Federal Reserve ter cortado os juros em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano, conforme indicado no acompanhamento do Cepea.

Por outro lado, a recuperação dos preços no Brasil e nos Estados Unidos pode encontrar limites diante da maior competitividade argentina. Pesquisadores do Cepea lembram que o governo da Argentina anunciou novas reduções das retenciones, com a alíquota sobre o grão recuando de 26% para 24%.

Além disso, as tarifas sobre farelo e óleo passaram de 24,5% para 22,5%, movimento que tende a estimular as exportações argentinas. Com mais produto competitivo no mercado, a disputa por compradores pode ganhar força e influenciar o ritmo de valorização, segundo pesquisadores do Cepea.

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