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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Autor de crime que chocou Amambai se suicida aos 19 anos

2012-05-13 07:02:00

Vilson Nascimento

Um dos autores de um crime brutal ocorrido há 3 anos e 8 meses, que chocou toda a sociedade e ganhou destaque na imprensa do Estado e nacional pela motivação banal e pelo requinte de crueldade utilizado pelos assassinos, cometeu suicídio aos 19 anos de idade há duas semanas, em Amambai.

O indígena Edinaldo Gimenez, que na época do crime tinha 16 anos, foi encontrado enforcado com o próprio cinto amarrado ao galho de um pé de amora aos fundos de sua residência, situada na Aldeia Amambai, em Amambai, na madrugada de domingo, dia 29 de abril.

O crime brutal

Edivaldo, em companhia de outros dois indígenas, um na época com 12 anos e Celino Benites, o “Celino Rio”, de 18 anos, foram os responsáveis, segundo a polícia, pelo assassinato da comerciante Anselma Helena Fetter de 86 anos e seu filho, Hermuth Nelson Fetter de 66 anos, crime ocorrido na noite do dia 12 de setembro de 2008 dentro da residência das vítimas, situada aos fundos de um pequeno bar na saída para Caarapó, em Amambai.

Os corpos de Anselma e seu filho, Hermuth Nelson, que também exercia a atividade de jardineiro na cidade, foram encontrados na manhã do dia seguinte, sábado, dia 13 de setembro, por membros da família, que comunicaram a polícia.
Ao tomar conhecimento do crime, equipes das polícias Civil e Militar de Amambai se deslocaram para o local.

A perícia no local, que foi comandada pelo delegado, Dr. Claudineis Galinari, titular da Delegacia de Polícia Civil local e também contou com a participação do então médico legista da cidade na época, Dr. Luiz Bandeira.
Segundo a polícia Nelson Fetter teve parte do rosto parcialmente desfigurado, posteriormente confirmado ser por golpes de facão e sua mãe, Anselma Helena de 86 anos, estava despida sobre a cama. Ela foi estuprada, posteriormente teve a garganta cortada pelos marginais.

Segundo a Polícia Civil de Amambai, as investigações do caso, que foram comandadas pelo próprio delegado titular local, Dr. Claudineis Galinari, tiveram início logo após a notificação do crime.
Durante os levantamentos no local, ao avaliar a forma que o crime foi cometido e roupas dos autores que foram deixadas na residência, bem como litros de bebidas alcoólicas espalhadas no interior da casa e no pátio da residência, a polícia presumiu que os autores se tratavam de indígenas.

As investigações
Marcas deixadas pelos autores no pátio da residência durante a fuga, entre elas pegadas e sinais que os criminosos estariam de bicicleta, serviram como pista para a polícia que ao segui-las, chegou até a Aldeia Amambai, distante cerca de três quilômetros do local do crime.
Com apoio, classificado pelo delegado encarregado pelas investigações como fundamental na época, tanto de lideranças da reserva como da própria comunidade indígena da Aldeia Amambai, os investigadores chegaram aos autores do crime, três indígenas, um de 12 outro de 16 e um terceiro, Celino Benites, o “Celino Rio”, de 18 anos na época.
Segundo a Polícia Civil após cometerem o crime os três indígenas, oriundos da Aldeia Tey Kuê no município de Caarapó onde também já tiveram passagens pela polícia local por delitos diversos, se esconderam na residência de uma pessoa conhecida no interior da Aldeia Amambai, onde teriam chegado por volta da 3h da madrugada do dia do crime.
A polícia apurou que ao chegarem à residência, no interior da aldeia, os acusados aparentavam estar assustados e com as roupas sujas.

No dia seguinte ao crime eles teriam lavado as roupas em um riacho que corta a reserva indígena e ao notarem que estavam sendo procurados, passaram a se esconder no mato, só retornando à casa da conhecida para se alimentarem no período da noite, até deixarem de vez a Aldeia Amambai e supostamente se deslocarem para a Aldeia Tey Kuê em Caarapó, de onde já teriam sido expulsos, segundo as informações.
Diante das informações, com o apoio da polícia caarapoense e principalmente das lideranças indígenas da Aldeia Tey Kuê, a Polícia Civil chegou até Celino Benites que ao ser preso confessou o crime, segundo a policia, e revelou detalhes da ação criminosa.

De acordo com a polícia o acusado, que tentou negar ter participado efetivamente da excussão das vítimas, alegando ter permanecido do lado externo da casa enquanto os outros dois, o menino de 12 anos e Edinaldo Gimenez comeriam o crime. Tanto ele como os então menores na época, teriam agiram sob efeito de bebida alcoólica e de drogas, segundo relatou Celino à polícia ao ser preso.
Para a polícia Celino Benites contou que o objetivo inicial da ação criminosa que resultou na morte brutal de mães e filho era roubar dinheiro e roupas das vítimas e bebidas alcoólicas do estabelecimento comercial, como o fizeram depois de cometerem o brutal assassinato.

De acordo com a Polícia Civil de Amambai que vai instaurar procedimentos para apurar o caso, são desconhecidos os motivos que levaram um dos acusados do brutal assassinato, Edinaldo Gimenez a cometer o suicídio nesse final de semana em Amambai.

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