2012-04-28 08:16:00
Muitas vezes contestado, o exame da OAB é a garantia básica para que a população tenha resguardado o direito à uma advocacia de qualidade. Essa é a opinião dos palestrantes do III Fórum Regional de Educação Jurídica, que ocorre nesta sexta-feira na sede da OAB/MS, em Campo Grande.
"Creio que o Exame (da OAB) tem a função primordial de estabelecer um mínimo necessário de competência e habilidade para que o formando saia da vida acadêmica e entre na vida profissional. É o Exame que garante a qualidade de serviço prestada à população", comentou Regina Toledo Damião, doutora em Direito, professora titular em Direito Civil e Linguagem Jurídica da Mackenzie. "Muito se critica, muitos querem derrubar, mas o Exame da Ordem não é contra as faculdades e contra os acadêmicos, e sim uma forma de manter a qualidade da advocacia", frisou Rubens Deocussau Tilkian, vice-presidente da Comissão Permanente de Estágio e Exame da Ordem da OAB/SP.
Para eles, sem o Exame da OAB, quem necessitar do serviço de um advogado poderá estar à mercê de um profissional sem qualificação. "A pessoa pode estar colocando a vida na mão de um advogado sem qualidade. E o Estado também", comentou Tilkian.
Junto com Sérgio Santos Sette Câmara, do Conselho Nacional de Ensino Jurídico, Tilkian e Regina participam de palestra intitulada "Novos Contornos da Educação Jurídica e seus Reflexos no Exame da Ordem", como parte do III Fórum Regional de Educação Jurídica.
Para Sette, as faculdades têm que se atentar também para a qualidade de ensino, ao invés de ficarem questionando a validade do Exame. "Muitas estão no ramo só pelo dinheiro", resumiu.
A questão da qualidade de ensino é considerada fundamental pelos especialistas. "É um conjunto, universidade boa e acadêmico esforçado. Isso junto faz passar no Exame", comentou Tilkian.







