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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Mãe pede ajuda para trazer corpo de Portugal para MS

2012-02-03 11:30:00

 

“Imploro como mãe. O povo brasileiro é generoso. O povo brasileiro tem coração. Só quero que meu filho descanse no país dele”. Este é o apelo de uma mãe desesperada que, por não ter condições financeiras, não sabe se conseguirá realizar o desejo do filho, morto no último domingo em Portugal, de voltar para casa.

Em entrevista por telefone ao Campo Grande News, Antônia Monteiro Pereira, de 45 anos, que mora em Lisboa há 12 anos, contou tudo que aconteceu no domingo, um dos piores dias da vida dela. Ver o filho Hemerson Pereira FortKamp, de 30 anos, irreconhecível de tanto ser espancado na saída da boate portuguesa Kapital, em uma das avenidas mais movimentadas da cidade.

“Desejo que nenhum ser humano veja um ente querido desfigurado como o Hemerson ficou, ainda mais se for um filho. Quero que as pessoas se lembrem do meu filho como ele era nas fotos e não como ele estava no hospital", afirma.

"Quando cheguei meu impulso foi virar as costas acreditando que não era meu filho. Só depois, quando voltei e olhei bem que reconheci”, diz com a voz embargada pelo choro.

Antônia conta que levou o filho para Portugal há cerca de seis anos, porque ele tinha problemas de saúde. “Mas meu filho nunca gostou daqui. Ele sempre dizia: ‘Mãe, vamos embora. Aqui não é nosso lugar. Esse povo não gosta da gente. Vamos para casa’. Tinhamos feito planos de ir para Campo Grande no fim do ano, mas não deu tempo”, afirma.

Agora, para trazer o corpo do filho para ser sepultado junto dos parentes, ela precisa de mais de 5 mil euros, cerca de 11 mil reais, dinheiro que a esteticista não tem de onde tirar. “O dinheiro aqui dá para o aluguel e para a comida. E esse valor é só para levar até São Paulo. Não sei o que fazer. Meu filho não gostava daqui e se não conseguir o dinheiro ele vai ter que ficar aqui para sempre”.

Com o coração apertado, ela conta que assim que conseguir resolver tudo, vai deixar Porgutal. “Eu não volto mais para cá. Quero virar as costas para este país e nunca mais voltar”

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