2009-09-01 08:03:00
A investigação sobre a eventual armação da Renault no GP de Cingapura, no ano passado, pode não só representar o fim da equipe na F-1 como também envolver outras escuderias.
Em sua segunda passagem na categoria –compete desde o Mundial de 2002–, há algum tempo a montadora francesa considera a hipótese de não manter mais a equipe por causa dos altos custos.
Para piorar o cenário, nas últimas três temporadas a Renault não tem registrado bons resultados.
Em 47 corridas, foram apenas duas vitórias, uma delas a que gerou a abertura de investigação da FIA. A entidade está averiguando se a batida de Nelsinho Piquet foi proposital.
Na ocasião, ele perdeu o controle de seu carro logo depois que Fernando Alonso foi chamado para o reabastecimento. Com a entrada do safety car, o espanhol venceu e acabou com o longo jejum de sua equipe.
Pelo rádio, pouco depois do choque, a primeira reação do brasileiro foi se desculpar.
"Já vinha beliscando o muro aqui e ali, mas acabei beliscando um pouco demais", falou à época.
"Mas, se eu não batesse, o Fernando não ganharia. Ao menos fico feliz de ter sido o nosso time o beneficiado."
Se ficar provado que Nelsinho agiu de maneira intencional, a Renault deve ser julgada pelo Conselho Mundial da FIA. Um escândalo que poderia ser a desculpa que a montadora francesa procura para acabar com o vínculo com a máxima categoria do automobilismo.
No paddock, antes mesmo do início da investigação, muitos já davam como certa a saída da Renault da F-1 no fim do ano.
Se isso ocorrer, Flavio Briatore pode assumir o time, que mudaria de nome. Mas não é só. Se a fábrica francesa sair, outros times serão envolvidos.
A Williams, por exemplo, negocia para contar com os motores da Renault em 2010. Atualmente, além da própria equipe, ela fornece propulsores para a Red Bull, vice do Mundial.
Em Spa-Francorchamps, onde Kimi Raikkonen deu à Ferrari a primeira vitória do ano, a escuderia italiana já cogitava entrar na Justiça ser for provado que o acidente foi armação.
O motivo é simples. Felipe Massa liderava o GP de Cingapura com tranquilidade quando houve a batida na 14ª volta e o safety car foi à pista. Três voltas depois, entrou para reabastecer e um problema fez com que saísse com o carro preso à mangueira de combustível.
Depois disso, foi punido com um drive through por ter saído dos boxes de maneira insegura. Não pontuou. No fim do ano, perdeu o título para Lewis Hamilton por apenas um ponto.









