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sábado, 11 de julho de 2026

Projeto do poliduto entre MS e PR não passa de conceito ainda

2009-08-20 11:10:00

O projeto de construção do poliduto ligando Campo Grande ao Porto de Paranaguá, no Paraná, ainda não passa de um simples conceito. A informação é da assessoria de imprensa da Petrobras, que informa que a estatal ainda está realizando estudos de viabilidade e delineando o empreendimento.

Conforme a assessoria, o projeto do poliduto deve ser viabilizado através de uma parceria da Petrobras com a iniciativa privada, a exemplo do que ocorre com o alcoolduto que será construído entre Senador Canedo (GO) e o Porto de São Sebastião (SP), em que a estatal é parceira da japonesa Mitsui e do grupo Camargo Corrêa.

A assessoria da empresa diz ainda que a companhia busca esses parceiros tanto dentro quanto fora do País, mas que já existe a definição que ela não será majoritária no investimento do poliduto. A expectativa da empresa é que até o fim deste ano, quando será anunciado o plano estratégico para os próximos quatro anos (2010-2014), o projeto do duto já esteja previsto.

O duto- Segundo informações do governo do Estado, o poliduto deve ter 920 quilômetros de extensão e levará o etanol produzido pelas usinas sucroenergéticas de Mato Grosso do Sul e do Paraná para ser exportado pelo porto de Paranaguá, o que diminuirá os custos e também o prazo para transportar o produto, tornando ainda mais competitivo o biocombustível dos dois estados.

Na via inversa, o poliduto possibilitara que chegassem até o estado outros tipos de combustível, como diesel, por exemplo, com um preço menor, já que havera redução do valor do frete com o transporte do produto passando do modal rodoviário para o dutoviário.

No fim do ano passado, o governador André Puccinelli obteve da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a garantia de que o projeto, considerado fundamental para consolidar o Estado com  uma das novas fronteiras do setor sucroenergético, fosse incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), desde que Mato Grosso do Sul atingisse um patamar mínimo de produção para assegurar a viabilidade do empreendimento.

Esse patamar conforme o governador disse nesta quarta-feira, seria de 3,5 bilhões de litros. Esse número representa mais que o dobro da projeção de produção do setor no Estado este ano.

Conforme a Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), em 2009, com o Estado passando de 14 para 21 usinas em atividade, a produção de álcool deverá crescer 57,4%, passando de 1 bilhão de litros para 1,6 bilhão.

O governador aposta em um crescimento ainda maior do setor para atingir a meta estipulada e viabilizar o poliduto. Além das sete novas usinas que vão iniciar o processamento nesta safra, o Estado tem pelo menos quatro projetos em fase de instalação e mais 17 aprovados, que devem ser implantados até 2013. “Você tendo produto e tendo mercado, os meios de infraestrutra vêm. Olhem o exemplo das duas ferrovias que entraram no PAC. Isso aconteceu porque temos produtos para levar ao destino, senão os projetos não aconteceriam”.

Puccinelli reforçou que o Estado continua atuando para ser parceiro da iniciativa privada e do governo federal. “Não tenho dúvida que se a Petrobras não entrar no negócio quando houver o montante esperado, ele se tornará viável inclusive com financiamento privado”, conclui.

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