2009-08-18 22:18:00
Em decorrência do aumento no número de crimes de falso sequestro, a Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) divulgou uma nota para alertar a população para a ação dos criminosos em Mato Grosso do Sul.
Segundo o assessor da DGPC (Diretoria Geral de Polícia Civil), delegado Jefferson Nereu Luppe, o objetivo é alertar para a população não cair no golpe. Normalmente as ligações com tentativas de estelionato por falso sequestro são provenientes de chamadas a cobrar, por isso é importante solicitar a identificação assim que atendido o telefonema.
"Se a identificação não acontece imediatamente e for verificada que a chamada não é de uma pessoa de suas relações, a ligação deve ser interrompida. A mesma coisa deve ser feita quando é informado um sequestro. Neste caso, o telefonema tem que ser finalizado e o contato com a pessoa que seria vítima dos bandidos deve ser feito na mesma hora. Caso o contato não seja possível, o caso deve ser informado para a polícia pelo telefone 190 ou em uma delegacia mais próxima", esclareceu Luppe.
Casos – A Sejusp informou que não existe a tipificação de crime de falso sequestro. Por isso, os casos são registrados como estelionato ou tentativa de estelionato e extorsão.
No segundo trimestre deste ano, o número de casos de estelionato na Capital teve aumento de 15,4%, de 214 para 247. Houve redução nas tentativas de 33 para 30.
Já os crimes de extorsão caíram, de 10 para 5. Neste ano, houve três tentativas de extorsão, contra nenhuma no ano passado.
Dicas – Outra dica é que a pessoa contactada por telefone mantenha a calma e evite repassar informações que possam ser utilizadas pelos bandidos, como nomes de pessoas próximas, grau de parentesco ou detalhes de sua residência.
Geralmente os golpistas têm disponíveis apenas informações básicas da suposta vítima e de familiares ou amigos. Desta maneira eles tentam extorquir dinheiro e cartões de telefone celular anunciando o falso sequestro.
Em muitos casos os supostos sequestradores simulam gritos e pedidos de socorro das vítimas, envolvendo a família através do "terrorismo psicológico".
Ele lembra ainda que a denúncia pode ser feita também através da Delegacia Virtual (Devir), pelo site devir.pc.ms.gov.br.










