2009-08-14 22:38:00
Quem te viu, quem te vê!
A que ponto a política brasileira chegou! Renan Calheiros e Fernando Collor dominando o Senado como se fosse um bordel; alias, é um bordel. Gente como esses dois não deveria ocupar uma cadeira de parlamentar. São corruptos comprovados, escroques consumados e deveriam estar na cadeia. Fôssemos um país mais sério, menos analfabeto e não teríamos eleito esses velhacos. Mas, acho que o pior é que vamos reelegê-los, pois não temos vergonha de sermos idiotas de carteirinha. Nossos políticos são tão desavergonhados que tiveram o cinismo – de oposição também encalacrada em denúncias – de fazer um acordo com a base aliada para retirar as representações contra o venerado presidente do Senado, José Sarney, que está na bandidagem há mais de cinquenta anos e quer nos fazer acreditar que sua biografia é imaculada, quando está provado que dentre outras coisas ele desviou recursos, praticou nepotismo, manteve contas no exterior, empregou aliados em postos chaves, usou informação privilegiada – pois quando o Banco Santos quebrou foi o único – sim, o único – correntista a sacar um dia antes da intervenção do Banco Central.
Essas duas excrescências, Collor e Renan, além de praticar todas as patifarias possíveis, ainda se aliaram a um presidente da República mentiroso, em que pese sua popularidade inflada por uma classe ignara, que teima em caminhar na perigosa rota da defesa de escroques consumados, não fosse ele um deles também.
Observem como grande parte dos políticos são sujos e imorais. “Gostaria de tratar o senhor José Sarney com elegância e respeito. Mas não posso. Não posso porque estou falando com um irresponsável, um omisso, um desastrado, um fiasco. Quero que a Nação saiba que estou falando de um cidadão de más intenções”. Esta declaração foi feita em 1989 pelo então candidato à Presidência da República, Fernando Collor de Melo, durante o horário da propaganda eleitoral obrigatória. Vice de Tancredo Neves na chapa que venceu a eleição indireta de 1985, José Sarney assumiu o governo depois que o político mineiro morreu.
No vídeo – que tem cerca de cinco minutos de duração – chama a atenção a contundência das acusações do ex-presidente e um dos principais aliados de Sarney no Senado. As eleições presidenciais de 1989 ficaram marcadas não apenas por serem as primeiras com o voto da população desde 1961, mas também pela campanha eleitoral na televisão.
“Que direito tem o senhor de tumultuar a vida dos brasileiros e tentar transformar a escolha do primeiro presidente legítimo em 30 anos em uma brincadeira de programa de auditório?”, questiona Collor.
Quem te viu, quem te vê! E não tenham dúvidas de que em 2010 o povo brasileiro elegerá esses mesmos safardanas que estão no Congresso.
O PT é o PT
Mais uma vez um filiado ao Partido dos Trabalhadores (ou seria Trambiqueiros) se envolve, no mínimo, numa polêmica. Dessa vez, não é ninguém menos do que a ministra-chefe da Casa Civil e preferencial candidata do apedeuta à presidência da República no próximo ano.
Apesar das negativas do governo, a ex-secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, insiste que esteve reunida com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, quando teria recebido o pedido para “agilizar” as investigações envolvendo Fernando Sarney, filho do presidente do Senado. De sua casa, em Natal, no Rio Grande do Norte, Lina disse em entrevista que não tem provas concretas de seu encontro com a ministra. “O que eu tenho é a minha palavra contra a palavra da ministra”, disse.
Quarta-feira passada, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o convite para que a ex-secretária da Receita Federal compareça ao plenário da comissão. O convite a Lina se deu por meio de uma estratégia que PSDB e Dem arquitetaram, aproveitando um descuido do governo. O depoimento de Lina está previsto para a próxima terça-feira, 18. Por ser um convite, a ex-secretária da Receita Federal não é obrigada a comparecer. A oposição também quer a convocação de dona Lina para depor na CPI da Petrobras, já que foi ela quem denunciou a manobra contábil e cambial em que a estatal deu um rombo de cerca de 4 bilhões de reais ao erário.
Como sempre, é bem provável que dona Lina passe por mentirosa e a petista como vítima de uma dessas calúnias cabeludas feitas pela oposição (de tão ruim, chega a dar pena da oposição no Brasil) para desestabilizar a candidatura de “miss” Dilma.
Não me canso de afirmar que, como dizia Nelson Rodrigues, temos complexo de vira-latas. Gostamos do que é ruim.











