2009-08-14 03:36:00
Um crime brutal chocou o município de Paranaíba, a 413 quilômetros de Campo Grande. Agredido a socos e com uma paulada, o pecuarista Antônio Kelson Chaves, 37 anos, morreu no Hospital de Jales (SP), um dia após o crime.
Segundo a Polícia Civil, ele foi espcanado por João Batista de Queiroz, 59 anos, e seus dois filhos, Moisés, 26, e Willian de Souza Queiroz, 29, que cobravam uma dívida de R$ 7 mil. Os três tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça e estão foragidos.
A agressão aconteceu por volta das 9h da manhã de segunda-feira no escritório da empresa Produtos Lácteos Ki Sabor, em frente de uma escola. O pecuarista foi ao local para receber pagamento pelo fornecimento de leite e saiu do local com dois cheques – um de R$ 2.810 e outro de 2.800.
Queiroz e os filhos chegaram cobrando o débito. Chaves prometeu voltar a discutir o débito em outra oportunidade e virou de costas, quando foi atingido por uma paulada na cabeça.
Segundo a família do pecuarista, ele vinha de alguns prejuízos na atividade rural, mas em nenhum momento negou a responsabilidade pela dívida.
Outra versão – A vítima chegou a cumprimentar João Batista de Queiroz, que estava na porta. Na saída do escritório da empresa de laticínios Ki-Sabor, Queiroz tentou arrancar os cheques das mãos da vítima, segundo familiares.
Ele alegou não poder pagar naquele momento porque o dinheiro era para cobrir as despesas da ordenha. Após essa alegação, a vítima passou a ser brutalmente agredida a socos e pontapés.
Os agressores encurralaram a caminhonete da vítima, para impedí-la de sair. O pecuarista foi arrancado de dentro da caminhonete após uma ligeira discussão.
Um dos filhos de Queiroz se apossou de um caibro que estava na carroceria da caminhonete do pecuarista para golpeá-lo. Kelson correu para dentro do escritório do laticínio, mas antes que pudesse se refugiar, foi atingido na cabeça.
O pecuarista conseguiu se trancar em um banheiro, com a ajuda de uma funcionária do escritório. Os agressores ainda tentaram matar a vítima dentro do estabelecimento, mas foram impedidos pela proprietária do laticínio, Fabiana Aparecida de Queiroz.
O pecuarista foi levado de ambulância para Jales (SP), mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo na terça-feira. Ele teve traumatismo e afundamento do crânio. A morte do pecuarista causou indignação na cidade. Algumas pessoas assistiram a agressão e disseram à polícia que o pecuarista foi vítima de uma tocaia.











