2009-08-11 21:38:00
Antonio Luiz
Em Amambai, são cerca de 45 piscicultores, sendo 38 associados à Associação dos Piscicultores de Amambai, presidida por Luiz Carlos Nunes, tradicional criador, que, diante da Portaria do Governo Federal, estão fazendo sua legalização junto aos órgãos competentes. No momento, todos estão trabalhando sem a devida licença, porém, esse quadro está para ser revertido. A Associação fez um convênio com a Secretaria de Agricultura de Amambai e com a SEMAI – Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável -, que está cuidando, junto à Associação, da legalização dos piscicultores de Amambai. No momento, serão 30 os piscicultores beneficiados.
A piscicultura no município começou a ser olhada como um negócio e alternativa para aumento da renda familiar em Amambai a partir de 2003, com o incentivo da Prefeitura, que confeccionou os tanques nas propriedades de pequenos produtores.
Desde então, a Prefeitura vem doando os alevinos e dando acompanhamento técnico, efetuado por um especialista na área. Atualmente, são criadas em Amambai as seguintes espécies de peixes que são tratados com ração especial: pacu, tambacu, tilápia, carpa e piau.
São produzidas aproximadamente 15 toneladas por ano dessas espécies, que são comercializadas de várias formas: direto ao consumidor, nos pesque-e-pague e sob pedido, além da tradicional Feira do Peixe Vivo, realizada toda Semana Santa.
Segundo Luiz Carlos, a atividade já é uma realidade no município e os piscicultores estão satisfeitos por terem optado pelo negócio, pois sua renda familiar aumentou consideravelmente, tornando-se bastante atrativo para eles.
Piscicultura no Estado
No Mato Grosso do Sul, 90% dos piscicultores ainda trabalham na ilegalidade. A informação é da Superintendência Federal de Aquicultura e Pesca, que afirma ser essa uma das principais preocupações do Governo Federal em relação ao setor de Aquicultura no Estado.
O assunto foi discutido durante a 3ª Conferência Estadual de Aquicultura e Pesca, da qual participaram cerca de 300 ribeirinhos de MS, além de pesquisadores e entidades ligadas à área.
Segundo a Superintendência Federal, há no Estado entre 1.000 e 1.200 pisciculturas e apenas 10% delas está funcionando de acordo com as normas estabelecidas pelo Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente).
Portaria baixada pelo Conselho e pelo Governo Federal neste ano, estabelece as normas que devem ser seguidas pelas pisciculturas, para impedir agressões ao meio ambiente.
A pisciculturas do Estado que usam águas pertencentes à União, como as lagoas de hidrelétricas, ainda não conseguiram se adequar.










