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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Piscicultura em Amambai já é uma realidade

2009-08-06 09:19:00

Antonio Luiz

Em Amambai são cerca de 45 piscicultores, sendo 38 associados à Associação dos Piscicultores de Amambai presidida por Luiz Carlos Nunes, tradicional criador, que diante da Portaria do Governo Federal estão fazendo sua legalização junto aos órgãos competentes. No momento todos estão trabalhando sem a devida licença, porém esse quadro está para ser revertido. A Associação fez um convênio com a Secretaria de Agricultura de Amambai e com a SEMAI – Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento sustentável que está cuidando junto à Associação da legalização dos piscicultores de Amambai. No momento serão 30 os piscicultores beneficiados.

A piscicultura no município começou  a ser olhada como um negócio e alternativa para aumento da renda familiar em Amambai a partir de 2003 com o incentivo da Prefeitura que confeccionou os tanques nas propriedades de pequenos produtores.

Desde então a Prefeitura vem doando os alevinos e acompanhamento técnico efetuado por um especialista na área. Atualmente são criados em Amambai as seguintes espécies de peixes que são tratados com ração especial: pacu, tambacu, tilapia, carpa e piau.

São produzidos aproximadamente 15 toneladas por ano dessas espécies e que são comercializadas de várias formas: direto ao consumidor, aos pesque e pague e sob pedido, além da tradicional Feira do Peixe Vivo realizada toda Semana Santa.

Segundo o Luiz Carlos, a atividade já é uma realidade no município e os piscicultores estão satisfeitos em terem optado pelo negócio, pois sua renda familiar aumentou consideravelmente, tornando-se bastante atrativo para eles.

 Piscicultura no Estado

No Mato Grosso do Sul, 90% dos piscicultores ainda trabalha na ilegalidade. A informação é da superintendência federal de Aquicultura e Pesca que  afirma ser essa uma das principais preocupações do Governo Federal em relação ao setor de Aquicultura no Estado.

O assunto foi discutido durante a 3ª Conferência Estadual de Aqüicultura e Pesca, da qual participam cerca de 300 ribeirinhos de MS, além de pesquisadores e entidade ligadas à área.

Segundo a superintendência federal, há no Estado entre mil e 1.200 pisciculturas e apenas 10% delas está funcionando de acordo com as normas estabelecidas pelo Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente).

Portaria baixada pelo Conselho e pelo Governo Federal neste ano estabelece as normas que devem ser seguidas pelas pisciculturas, para impedir agressões ao meio ambiente.

A pisciculturas do Estado que usam águas pertencentes à União, como as lagoas de hidrelétricas, ainda não conseguiram se adequar.

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