2009-07-28 22:01:00
O ex-vereador de Naviraí, Laurentino Pavão de Arruda, 45, do PDT, fugiu para o Paraguai e deve ficar por lá até a conclusão do inquérito policial que o incrimina como o autor da morte do empresário do ramo da construção civil Emmanoel Peres Marques, 46, ocorrida um mês atrás.
A intenção do acusado, segundo apurou o delegado que cuida do caso, Eduardo Rocha, é o de mover um recurso judicial após o desfecho do inquérito como meio de derrubar o mandado de prisão.
Até agora, ele não contratou um advogado e, em momento algum prometera se entregar. O que a polícia sabe até agora é sustentado por depoimentos de familiares do ex-vereador. De Naviraí, que fica a 361 quilômetros de Campo Grande, até a fronteira com o Paraguai há uma distância de ao menos 100 quilômetros.
De acordo com a investigação, Pavão teria matado Marques com sete facadas e o motivo seria ciúme. A ex-mulher de Pavão estaria namorando o empresário.
Eduardo Rocha afirmou no início desta tarde que o inquérito fica pronto até sexta-feira. Da delegacia, a papelada segue para o fórum e, depois, para o Ministério Público Estadual, que deve denunciar o ex-vereador pelo assassinato. Para a polícia, Laurentino Pavão, é um foragido.
Além de matar Emmanoel Marques, Pavão acertou duas facadas na ex-mulher Ana Maria de Oliveira, de 25 anos. O ex-vereador vivia com Ana desde que ela tinha 13 anos de idade. O casal havia se separado recentemente e o namoro da ex com o empresário teria enfurecido o ex-vereador.
A polícia já fez a reconstituição do crime com base nas informações fornecidas pela mulher.
Segundo apurou a polícia o ex-vereador viu que a ex-mulher estava dentro da casa de Marques e ficou do lado de fora, escondido. A mulher percebeu a movimentação e esperou que o ex fosse embora.
Passado alguns minutos, ela e o empresário abriram o portão e os dois foram surpreendidos pelo ex-vereador, que segurava uma faca na mão.
Os dois homens entraram em luta corporal, e a mulher tentou proteger o namorado. O empresário morreu esfaqueado e a mulher sofreu dois golpes, mas sobreviveu.
De lá, Pavão saiu e não fora mais visto na cidade. A polícia achou depois a caminhonete dele numa casa afastada do centro.











