2009-07-17 14:48:00
Mentiroso, ladrão e cafajeste
O presidente do Senado, José Sarney, além de um escroque consumado é uma grande mentiroso. Disse aos senadores em plenário que não tem “nenhuma responsabilidade administrativa” na fundação que leva o seu nome, sediada
O estatuto revela que, além de ser uma instituição de exaltação à figura de Sarney, a fundação está sob as ordens do parlamentar e de sua família. Em sete páginas, o nome do senador aparece por 12 vezes. O artigo 19 do capítulo 5 enumera cada uma das responsabilidades de Sarney como “presidente vitalício” e fundador da entidade. Entre as funções, está a tarefa de “assumir responsabilidades financeiras” e o “poder de veto” sobre qualquer decisão tomada pelo conselho curador – também presidido pelo senador. Na quinta-feira, o Estado revelou que a Fundação José Sarney desviou para empresas fantasmas e da família do senador, ao menos R$ 500 mil da verba de R$ 1,3 milhão repassada pela Petrobras para um projeto cultural que nunca saiu do papel.
O estatuto diz que “compete” a Sarney presidir reuniões do conselho curador, “orientar” atividades e representá-la
Por essas e outras, é que os poucos políticos que ainda ostentam alguma honradez, vão ao púlpito do Senado fazer declarações como estas: “Eu digo com a maior tristeza, com a maior mágoa. Nessa altura, não adianta o presidente Sarney se licenciar. Ele tem que renunciar à presidência do Senado. Ele tem que fazer o que os seus antecessores fizeram. E nós devemos nos reunir para escolher alguém que seja a representação de todos nós. Não adianta suspender os atos, não adianta indicar nada. Nós perdemos toda a credibilidade.” Este foi o primeiro pedido para que Sarney renuncie ao comando da instituição, cuja autoria é do senador Pedro Simon. O que o levou a essa medida extrema, foi o indesculpável fato de Sarney ter mentido na semana passada em plenário, quando afirmou: “Quero dizer que eu não tenho nenhuma responsabilidade administrativa naquela Fundação, mas o que eu sei é que ela teve um projeto aprovado pela Lei Rouanet, sujeito a um patrocínio da Petrobras, assim como evidentemente muitos memoriais de presidentes da República já receberam. De acordo com a lei, essa prestação de contas já foi encaminhada ao Ministério da Cultura e compete ao TCU em qualquer irregularidade a atribuição de julgá-la”, disse Sarney, na semana passada, em plenário.
Pedro Simon, em seu pedido, foi seguido pelos colegas Cristovam Buarque e José Nery. Fato é que José Sarney perdeu de todo sua condição moral até para ser senador. Que fará, ser presidente da Casa.
Enquanto ele fica à espera de um milagre salvador, o Senado deixa de produzir e cada vez mais se desmoraliza.
Blog da CPI
Na última terça-feira, foi instalada a CPI da Petrobras. Teoricamente, uma Comissão Parlamentar de Inquérito é instalada quando há evidências irrefutáveis de desvios de conduta ou de grana. Para se chegar a esse ponto, é porque intui-se que o caso é grave e merece uma investigação mais profunda. Vejam vocês como ficou instalada a tal CPI: O senador João Pedro (PT/AM) foi eleito por 8 votos contra 3, presidente da CPI, Marcelo Crivella (PRB-RJ) foi eleito vice-presidente. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) será o relator por indicação já do presidente João Pedro.
A primeira reunião foi marcada para 6 de agosto, onde o relator apresentará seu plano de trabalho.
Segundo o senador Álvaro Dias em seu blog, não houve surpresa. “Apresentei hoje 28 requerimentos à CPI, 15 à mesa do Senado e 3 ofícios foram encaminhados ao Ministério Público, Polícia Federal e Tribunal de Contas. O objetivo é reunir inquéritos, auditorias, contratos, relatórios, prestação de contas, convênios, contratos, etc. Requeremos também a convocação de alguns depoentes”.
Esta Comissão não pode terminar









