2009-07-15 14:43:00
Os estudos para demarcar terras, na região sul do Estado, devem ser retomados no fim deste mês. O Governo Federal mandou para Dourados, o ministro-chefe do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Jorge Armando Félix, para uma missão de paz.
O ministro participou de um encontro com representantes da Funai e 15 lideranças indígenas do sul do Estado. O motivo da visita é evitar conflitos e acalmar os ânimos entre os envolvidos no processo de demarcação de terras.
“Como? Conversando com todas as pessoas e mostrando que todos os atores tem que ceder um pouco nas suas convicções, nas suas certezas e nos seus anseios. A solução precisa ser boa para todos”, disse Félix.
A vinda do ministro atendeu a um pedido do presidente Lula. O governo quer conhecer a realidade enfrentada por índios e produtores rurais, do sul do Estado. Só assim poderá definir se mantém ou não o projeto de demarcação de terras.
Segundo a Funai, o trabalho foi interrompido no ano passado por falta de segurança. “Alguns grupos de antropólogos foram ameaçados. Nós encontramos bastante dificuldade nesse sentido”, explica a administradora regional da Funai, Margarida Nicoletti.
“Eles tem que entender para entregar a terra para nós. Eles devem inclusive deixar nós entrarmos na nossa terra pacificamente, sem violência”, disse o guarani-Kaiwa, Elizeu Lopes.
A possibilidade do Exército ser acionado para garantir a segurança dos antropólogos da Funai, durante a demarcação, não está descartada









