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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Recurso para safra cresce 30%; desafio é garantir acesso

2009-06-23 15:41:00

O governo federal anunciou ontem os recursos do plano agrícola e pecuário e para Mato Grosso do Sul a previsão é de aumento superior a 30% no volume de recursos disponibilizados, passando de R$ 1,2 bilhão a R$ 1,6 bilhão, segundo o Banco do Brasil. O desafio, porém, é fazer com que o produtor rural acesse este financiamento, afirma o presidente da Famasul (Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul), Ademar Silva Júnior.

“Apenas aumentar o volume não resolve. O que precisamos é do fundo garantidor porque o nível de risco da operação de crédito aumentou. A gente acreditava que esse fundo fosse lançado com o plano safra”, afirma Ademar. Ele diz, porém, que as expectativas quanto ao lançamento deste instrumento são otimistas porque “o governo está sensível para colocar o fundo em funcionamento”.

Com frustrações consecutivas na safra por cinco anos, muitos produtores rurais não conseguiram cumprir compromissos assumidos para financiar as lavouras. O risco da operação aumentou e os produtores ficaram sem acesso a novos créditos.

O superintendente estadual do Banco do Brasil, Ricardo Lot, afirma que a instituição tem coletado informações e municiado a diretoria do banco, mostrando a situação dos produtores. Na safrinha de milho, por exemplo, as perdas, primeiro em função da estiagem e depois pelas geadas, foram desastrosas levando dezenas de municípios, especialmente ao Sul do Estado, decretarem emergência.

“Paralelamente temos mantido diálogo com a Famasul para que faça as articulações que cabem”, afirma, explicando que a adoção de medidas cabe ao Conselho Monetário Nacional, Tesouro e Ministério de Planejamento. A previsão é que até o próximo mês seja anunciada alguma mudança para possibilitar que os produtores acessem crédito. Independente disso, o superintendente destaca a importância de os produtores procurarem os agentes financiadores para saber quais suas possibilidades para financiar a safra.

Mais rápido – Lot afirma que neste ano há um compromisso de liberar os recursos da safra pelo menos dois meses antes, até setembro. “É uma meta nossa. Já divulgamos para empresas de assistência técnica e informamos para a Famasul. Vamos tentar acelerar”, afirma.

O superintendente do Banco do Brasil aponta como ponto positivo do plano a alteração do critério de classificação de faturamento, que reduziu os juros para os que estão na faixa acima de R$ 250 a R$ 500 mil de 6,75% ao ano a 6,25%. “Com juros menor o produtor tende a tomar mais crédito”, disse, destacando que é uma conquista das articulações da CNA (Confederação Nacional de Agricultura) junto ao governo.

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