2009-06-12 00:15:00
A partir deste mês, os assentamentos de Mato Grosso do Sul usarão exclusivamente madeira de projetos de reflorestamento ou áreas de manejo sustentável reconhecidos pelo órgão ambiental competente. A decisão foi publicada em portaria da superintendência regional do Incra/MS, no último dia 29 de maio.
O objetivo é incentivar a preservação da mata nativa, tanto do cerrado quanto da Amazônia, cuja rota de transporte de madeira passa pelo Estado. “Só iremos liberar pagamento para fornecedores que comprovem a origem da madeira reflorestada”, afirmou o superintendente regional do Incra, Flodoaldo Alves de Alencar.
Alencar explicou que os beneficiários da reforma agrária podem receber cinco tipos de créditos entre instalação no lote, fomento à produção, até construção e recuperação das casas. Parte dos recursos é investida em cercas, galpões, currais, galinheiros e todo tipo de construções de madeira voltadas para lavoura e criações. A partir de agora, tudo será comprado mediante apresentação de certificado de reflorestamento. A começar pela construção de 1,8 mil habitações que o Incra prevê iniciar este ano em 16 assentamentos de oito municípios.
A primeira experiência com madeira reflorestada teve início em 2008 no assentamento Altemir Tortelli, em Sidrolândia, há 60 quilômetros de Campo Grande. No local, 114 casas estão sendo construídas. Além de preservar o meio ambiente, a mudança da matéria prima nativa por árvores plantadas economizou 12% nos gastos com madeira, que representa 20% do custo por unidade levantada.










