2009-06-05 12:18:00
Comunidades, movimentos sociais organizados, empresas privadas e órgãos do governo, estão entre os grupos responsáveis pela boa gestão de uma área protegida. Com o compromisso de preservar os remanescentes do Mato Grosso do Sul e Oeste do Paraná, A PREFEITURA DE AMAMBAI através do CIABRI – Consórcio Intermunicipal da APA da Bacia Hidrográfica do Rio Iguatemi, envolveu-se diretamente no processo de gestão participativa dessas áreas naturais nos Estados. E em parceria com o Instituto Mater Natura, Instituto Chico Mendes (ICMBio) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), lança o portal www.gestaoparticipativa.org.br. A ferramenta entra no ar no dia 15 de junho próximo, após a Semana do Meio Ambiente.
No Brasil, as áreas protegidas são conhecidas como Unidades de Conservação (UCs) e têm o desafio de proteger a biodiversidade, possibilitar pesquisas e educar a sociedade para o valor da natureza. Há um longo caminho para sensibilizar os cidadãos sobre o valor desses ecossistemas, mas a possibilidade de troca estabelecida pelo portal é um importante passo no fortalecimento das UCs.
Por meio da divisão em territórios com paisagens e conflitos semelhantes, o portal abre espaço para gestores e parceiros trabalharem de forma integrada. No território do Mato Grosso do Sul e Oeste do Paraná, por exemplo, ficamos sabendo que as UCs como o Parque Nacional da Serra da Bodoquema, o Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema ou a Área de Proteção Ambiental das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná compõem áreas úmidas únicas, a maior parte conectada, formando um corredor de biodiversidade que tem interface com a divisa internacional.
O novo ambiente virtual reúne os resultados das capacitações em gestão participativa em 44 Unidades de Conservação no Sul do país e Mato Grosso do Sul, onde o Mater Natura capacitou 177 pessoas (de 67 instituições). Esse público continua trocando experiências no site, além de poder acessar banco de dados com documentos sobre cada uma das áreas naturais e links a outros projetos de capacitação em UCs no Nordeste e Sudeste. Outros gestores, educadores e parceiros interessados também passam a enriquecer essa grande rede, podendo inclusive se unir para novas capacitações e projetos de campo.
O objetivo maior é qualificar a gestão participativa das UCs e, conseqüentemente, seu trabalho de conservação dos recursos naturais.
“A participação social é algo que se aprende, muitas vezes trabalhamos primeiro na reconstrução de aspectos sociais, para que a pessoa se perceba parte de um meio ambiente, e só então possa transformá-lo positivamente. A idéia do portal é fazer com que o público envolvido com as Unidades de Conservação se mobilize nesse sentido e receba apoio coletivo. Mais do que trocar informações, a pessoa pode aprender com os erros e acertos de outra área protegida. As ferramentas permitem o exercício da cidadania”, destaca a coordenadora do projeto Fabiana Prado, do Mater Natura.











