2009-05-13 10:51:00
Os comerciantes brasileiros e paraguaios de Ponta Porã discriminam os trabalhadores dos dois países quando esses estão trabalhando como estrangeiros. Na fronteira é comum que brasileiros trabalhem no Paraguai e que paraguaios trabalhem no Brasil.
Quem deu essa informação foi o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ponta Porã e região, Divino José Martins.
José disse que há casos em que os trabalhadores ganham menos que o salário mínimo vigente nos dois países e a falta de fiscalização seria um dos motivos para que isso aconteça. Seguindo ele mais de 100 brasileiros que trabalham no comércio paraguaio e a situação inversa é quase na mesma proporção.
Divino Martins trouxe o problema para a Capital, ao presidente da Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul, Idelmar da Mota Lima, que pede maior empenho da Superintendência Regional do Trabalho na fiscalização na região de fronteira para inibir abusos dessa natureza.
Em Ponta Porã e em outras cidades de fronteira, empresários brasileiros sonegam também o registro em carteira de funcionários paraguaios. “Se a fiscalização não chega por aqui então os empresários deitam e rolam na ilegalidade”, critica o sindicalista.
Essa exploração da mão-de-obra brasileira e paraguaia, na opinião de Divino Martins, não se justifica porque o comércio está aquecido em ambos os lados da fronteira. “A crise mundial, que atingiu alguns segmentos no Brasil, não chegou, nem de longe, na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai”, explica.
Ponta Porã emprega hoje em torno de 1.600 comerciários. “Entre eles, mais de 100 são paraguaios que não têm registro em carteira e recebem menos que o salário mínimo que é de R$ 460,00”, informou o sindicalista.









