2009-05-05 08:45:00
Apesar do entusiasmo com as chuvas que caíram na tarde do último domingo, pouco resultado foi obtido nas lavouras de milho na região sul. A estiagem em alguns locais já acumula mais de 60 dias e há perda total em algumas lavouras. De forma geral a perda do milho safrinha na região sul passa de 60%. Um prejuízo enorme que deixa conseqüências sérias na economia dos lavoureiros e também no comércio local. Uma calamidade!
A nossa região sul tem sua economia essencialmente baseada na agricultura e na pecuária. A falta de chuvas é um problema sério e que inviabiliza o principal negócio na região. Não precisa nem estatísticas sobre a seca para conscientizarmos de que haverá uma perda enorme para todo mundo. Basta andarmos pela região de lavouras para constatarmos o estrago que está feito.
Conforme o engenheiro agrônomo e técnico da área agrícola, em Amambai, Sergio Costacurta, a situação é extremamente preocupante. Segundo ele, em algumas áreas a perda já é de 100 por cento. Ou seja, o milho que ainda resta na área está sendo gradeado para o preparo de uma nova cultura. Outra colocação do engenheiro: as chuvas que caíram no domingo muito pouco ameniza a gravidade da situação. Foram chuvas muito esparsas.
A notícia boa é que há previsão de chuvas nos próximos dias: quarta, quinta e sexta-feira para a nossa região. É todo mundo olhando para o céu e pedindo a Deus essa bênção essencial. Nosso comércio depende em muito do sucesso da atividade no campo, por isso é importante que todos estejamos preocupados com ela.
A atividade no campo é uma atividade de risco e assim deve ser encarada por todo mundo. Desde o lavoureiro que deve sempre se precaver, pelos órgãos públicos que devem dar toda a atenção especial ao setor, e também a sociedade como um todo. É preciso, é necessário que o Brasil discuta uma política compensatória que apóie o setor do agronegócio porque ele influencia em toda a cadeia econômica. O prejuízo no campo vai influenciar na vida de todo mundo.











