2009-05-03 10:50:00
Vilson Nascimento
A Polícia Militar realizou a prisão, na manhã desse domingo (3) de mais um indígena portando arma de fogo, o segundo em uma semana, em Amambai.
Jerônimo Franco de 27 anos, residente na Aldeia Amambai em Amambai, foi flagrado pelos policiais por volta das 9h20 em frente ao Parque de Exposições da cidade, situado na rodovia MS-156, saída para Caarapó.
Em revista pessoal no suspeito, que seguia de bicicleta e segundo a polícia ao avistar a viatura teria encostado a bicicleta e sentando em um banco às margens da pista de caminhada paralela à rodovia para disfarçar, os policias encontraram um revólver marca Taurus, calibre 38 com cinco munições no tambor, uma delas deflagrada.
Indagado sobre o motivo de andar armado, Jerônimo disse que era para se defender de ladrões.
Segundo o guarani-kaiowá por três vezes ele foi assaltado e teve bicicleta e compras levadas pelos ladrões no interior da aldeia e teria comprado a arma com objetivo de se defender.
Ele, juntamente com a arma apreendida em seu poder, foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Amambai para ser autuado em flagrante pelo crime de porte ilegal de arma.
Segundo caso
Na terça-feira passada, dia 28 de abril, a mesma guarnição da Polícia Militar que atuou na prisão desse domingo já havia prendido outro indígena, também morador na Aldeia Amambai em Amambai, portando arma de fogo.
Agnaldo Benites de 26 anos foi preso quando viajava de carona na garupa de uma motocicleta transportando na cintura um revólver, também marca Taurus, calibre 38, municiado com seis munições intactas e mais duas no bolso da calça.
Perguntado sobre a origem da arma, o indígena disse que havia tomado o revólver de outro índio durante uma briga na Aldeia Taquapery
Armas com indígenas é motivo de preocupação
Apesar de se tratar de casos isolados, a apreensão das armas em poder dos dois indígenas demonstra que armas de fogo estão circulando livremente dentro das aldeias em Amambai e região.
Esse fator preocupa as autoridades tendo em vista o clima tenso que se instala em todo o conesul do Estado por conta de propostas de demarcações de terras indígenas, o que já provocou e ainda provoca iminente risco de confrontos entre índios e não índios pela disputa da terra na região.
Os não índios defendendo as propriedades que são suas de direito conforme documentos expedidos pelo governo da República Federativa do Brasil e os indígenas, instigados por ONGs (Organizações Não Governamentais), ameaçando ocupar áreas de terra que acreditam ter pertencido a seus antepassados.












