2009-04-15 17:32:00
O fundo garantidor de crédito, que está em estudo, faz parte da estratégia do governo para ajudar pequenas e médias empresas a enfrentar os efeitos da crise econômica mundial no país. A informação foi dada hoje (15) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante audiência promovida pelas comissões especiais que analisam os efeitos da crise econômica mundial no país e pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e de Finanças e Tributação, na Câmara dos Deputados.
Segundo ele, essas empresas foram prejudicados porque os grupos maiores, acostumados a buscar financiamentos no exterior, passaram a disputar crédito no mercado nacional.
“Com isso, a disponibilidade de crédito foi menor, mesmo com os bancos voltando a emprestar o que emprestavam antes. Com o aumento da demanda, as pequenas e médias empresas acabaram prejudicadas e fizemos, então, leilões para auxiliá-las”, explicou.
Mantega disse que atualmente o Banco Mundial, mesmo com a demanda mundial, “é fichinha”, se comparado ao BNDES.
O ministro voltou a comentar a troca de comando no Banco do Brasil. Ele disse que, num primeiro momento, o BB agiu como banco privado.
“Agora, a missão da atual diretoria é a de ampliar o crédito e fomos informados de que o spread já está caindo nos demais bancos”, disse. “Se pegarmos o DNA dos banqueiros, veremos que eles são conservadores. Os nossos também e isso, neste momento de crise, foi bastante positivo para o país”, completou.
O cadastro positivo também foi apontado como fundamental pelo ministro como forma de aumentar a concorrência entre os bancos e levar os correntistas ao BB. Segundo ele, o cadastro positivo vai permitir que o Banco do Brasil amplie cada vez mais sua carteira de clientes.
“Se um banco não quer emprestar ao cidadão, o BB pode oferecer crédito a esse cidadão”, disse, referindo-se ao cadastro positivo como forma de garantir uma atuação mais agressiva dos bancos públicos no mercado.










