2009-04-15 12:24:00
Em 2007, o investimento público anual em um aluno da educação básica foi de R$ 2.005. Já o estudante do ensino superior custou ao governo R$ 12.322, seis vezes mais do que o primeiro.
A meta do Ministério da Educação (MEC) é reduzir para quatro essa proporção, recomendação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Em 2000 um aluno do ensino superior chegou a custar 11 vezes mais do que o da educação básica.
Os dados levantados pelo Instituto Nacional de Estudos Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apontam ainda que o investimento público na educação em 2007 foi de 4,6% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).
Em 2006, esse montante havia sido de 4,4%. O cálculo inclui investimentos dos governos federal, estaduais e municipais. O maior incremento foi na educação básica, com um aporte de 3,9% em relação ao PIB.
O Escritório das Nações Unidas para Educação e Cultura (Unesco) recomenda que o investimento público em educação deve ser no mínimo de 6% do PIB.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que pretende chegar ao patamar de 5% até 2010.
Ele compara que, em termos absolutos, 1% do PIB representa algo em torno de R$ 30 bilhões.
“O Estado brasileiro tem condições de priorizar a educação. O que houve foi uma tomada de decisão política para incrementar o investimento na área”, afirmou.
O próximo levantamento irá divulgar os investimentos em relação ao PIB de cada estado.
O ministro disse que não acredita que os investimentos em educação possam diminuir em função de uma possível queda na arrecadação como conseqüência da crise financeira internacional.
Para os próximos anos, Haddad vê um crescimento nos investimentos em função dos recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que começou a vigorar em 2007 e teve pouco impacto nesses percentuais.
Outra fonte de recursos pode vir ainda este ano quando for à votação a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a incidência da Desvinculação de Receita da União (DRU) sobre os recursos da educação e que vai garantir R$ 7 bilhões a mais no orçamento do MEC.
De 2000 até 2005 o percentual de investimento em educação manteve-se estável, com média de 3,9% em relação ao PIB. Haddad não arrisca uma projeção para 2008 porque, segundo ele, “a União está investindo mais, mas o crescimento vai depender do que acontece em cada um dos 5 mil municípios”.











