2009-04-04 15:04:00
Com o apoio da Igreja, da Força Sindical, e até de alguns comerciantes locais, empregados no comércio de Naviraí estão travando uma luta contra alguns grandes empresários da cidade. Eles não querem a abertura dos estabelecimetos comerciais aos domingos.
O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Naviraí e Região (Secon) – Sidney Ribeiro, informou que a entidade está encabeçando uma campanha contra essa “ameaça”. Ele conta com o apoio da Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul (Fetracom) e da Força Sindical.
O Secon, segundo ele, já conversou com doito dos nove vereadores do município e também conseguiu o apoio da maioria deles, pois um projeto nesse sentido, permitindo a abertura do comércio aos domingos no município, poderá entrar por aquela Casa. “Estamos empenhados em não permitir sequer que esse projeto seja elaborado, pois é inconcebível querer tirar o direito dos empregados fortalecerem seus laços familiares. Pais e filhos devem passar o domingo juntos”, argumentou.
O sindicato está promovendo também um abaixo assinado para colher centenas de assinaturas junto à população da cidade, hoje estimada em mais de 43 mil habitantes. No comércio, são mais de três mil trabalhadores. Muitos deles estão envolvidos na campanha contra o trabalho aos domingos. “Nossa campanha tem o apoio até mesmo de muitos comerciantes que não querem essa mudança”, comentou o sindicalista.
O presidente da FETRACOM, Idelmar da Mota Lima, que preside também a Força Sindical
ELEIÇÃO- A diretoria do Secon, encabeçada por Sidney Ribeiro, foi reconduzida ao cargo durante eleição no início de fevereiro. O mandato vai até 15 de março de 2013. Além de Naviraí, o sindicato abrange os municípios de Itaquiraí, Mundo Novo, Eldorado, Iguatemi, Sete Quedas e Ivinhema.
Sidney Ribeiro informou que a meta principal da diretoria é continuar a luta em defesa dos interesses dos trabalhadores, principalmente no que diz respeito às condições de trabalho e de salário.
Quanto a isso ele informou que uma cláusula na Convenção Coletiva de trabalho estabelece que o piso salarial dos comerciários de sua região prevê um percentual de 15% acima do salário mínimo vigente no País. Com isso o piso da categoria passou de R$ 520 para R$










