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terça-feira, 30 de junho de 2026

Moradores da Santo Antônio enfrentam falta de água

2009-03-16 21:09:00

Vilson Nascimento

Cerca de 65 famílias residentes em sítios e no perímetro urbano, na região da Vila Santo Antônio em Amambai, vem passando por dificuldades por falta de água para os animais e para o consumo próprio.

A região, que não é abastecida pela Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) empresa que tem a concessão para a exploração dos serviços de água e esgoto em Amambai, tem toda água consumida pelos moradores oriunda de poço artesiano, mas devido o grande consumo, a procura está sendo maior que a demanda.

Segundo a Associação de Moradores do bairro, que tem como presidente do militar aposentado, Luiz Antônio Torezan, o problema está na vazão do poço, que tem apenas 37 metros de profundidade e capta apenas 2,5 mil litros de água por hora.

Problema é antigo

O problema de desabastecimento de água para as famílias que residem naquela região do município em Amambai já dura mais de ano.

Até o segundo semestre do ano passado (2008) os moradores utilizavam a água extraída de um outro poço artesiano que abastece o Conjunto Habitacional Nossa Senhora Aparecida, mas por conta do grande consumo o poço, que teria 80 metros de profundidade e uma vazão de 12 mil litros de água/hora, não estaria mais vencendo manter o abastecimento das duas comunidades.

Visando solucionar o problema, no ano passado a Prefeitura de Amambai implantou um novo poço que também deveria ser de 80 metros de profundidade, para atender exclusivamente os moradores da Vila Santo Antônio, mas o problema continuou .

No principio, segundo a Associação de Moradores, achava-se que a potência da bomba instalada no novo poço era insuficiente para manter o reservatório de 20 mil litros que distribui água para os moradores abastecido.

Diante da situação os moradores do bairro procuraram o prefeito Dirceu Lanzarini, que assumiu a Prefeitura de Amambai em janeiro deste ano e o prefeito designou uma equipe técnica para implantar uma nova bomba com maior potencial.

O problema está no poço

Mesmo com a substituição da bomba o problema de desabastecimento permaneceu no bairro e só então foi constatado que o poço, que deveria medir 80 metros, tem apenas 37 metros de profundidade e não tem vazão suficiente para manter o abastecimento da comunidade.

“O poço de onde é captada a água para abastecer os moradores da vila está a cerca de 300 metros do outro poço, que tem 80 metros de profundidade e acaba captando toda a água. Estamos pedindo o apoio do Poder Público para a implantação de um outro poço, com maior profundidade para garantir o abastecimento do bairro”, disse o presidente da Associação de Moradores local.

A Distribuição- Como não tem uma empresa concessionária que explora o serviço de distribuição de água no bairro, a própria Associação de Moradores da Vila Santo Antônio é quem controla essa distribuição, inclusive com extensão e ligação da rede em novas residências.

Para custear essas despesas da entidade, cada morador ligado a rede paga uma taxa mensal simbólica de R$ 10,00, apesar da manutenção e todos os gastos com o poço, inclusive a energia, serem custeados pela Prefeitura.

“Essa taxa revertemos em prol da própria comunidade, realizando novas ligações de água e mantendo a sede social da Associação”, disse Luiz Torezan ao relatar que a associação está estudando a possibilidade de implantar cavaletes com hidrômetros nas casas para evitar desperdício.

“Hoje, com a cobrança dessa taxa padrão para todos, muitos moradores provocam grandes desperdício de água. Com a instalação de hidrômetros quem gastar mais vai pagar mais, por conta disso deveremos ter uma redução no consumo atual e garantir o fim do desabastecimento”, avaliou o presidente.

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