2009-03-14 08:08:00
A morte de uma testemunha chave do Caso Morel fez a Justiça adiar o julgamento de dois envolvidos no caso, que estava marcado para ser realizado dia 19 de março (quinta-feira), em Campo Grande.
Marcelo de Souza Diniz, 33 anos, é a quinta testemunha do assassinato do traficante João Morel, que foi morta. Marcelo, que era interno do regime semi-aberto, em Três Lagoas, foi executado em janeiro deste ano, logo após ter saído da unidade penal.
Ele era uma das testemunhas que apontam como autores do assassinato de Morel: Odair Moreira da Silva – já julgado, condenado e solto -; Marcos Rogério de Lima, o “Rogerinho”, e Mauro Sérgio de Oliveira. Segundo o relato de Marcelo à Polícia e em juízo, cheio de detalhes, o crime foi cometido pelos três a mando de Luís Fernando da Costa, o Beira Mar.
O julgamento de Marcos e Mauro é que estava marcado para próxima semana e foi adiado e ainda está sem data marcada. Além de Marcelo, as outras testemunhas que morreram também apontavam Beira-Mar, que está preso na Penitenciária Federal de Campo Grade, como mandante do crime.
O motivo seria a disputa pelo comando do tráfico de maconha na região de Coronel Sapucaia, fronteira com o Paraguai. Beira-Mar também é tido como mandante das mortes de filhos de João Morel, em 2001.
Apesar dos testemunhos, todos os réus negam o crime. Beira-Mar entrou com diversos recursos para não ir a júri popular e a situação ainda não está definida.
Outra testemunha que também relatava o crime em detalhes era Ivanezio de Souza. Ele chegou a contar á Polícia que Odair recebeu uma ligação de Beira-Mar, pouco antes do crime, dizendo que aquele era o dia.
Ivanezio disse ainda que após matar Morel, Odair ligou para Beira-Mar e três horas depois já havia três advogados na porta da penitenciária. Ivanezio foi morto em agosto de 2004.
Outra testemunha também assassinada é Luis Marcos Silva dos Satos, o Francês. Ele foi fuzilado em 2007 no Paraná. Ele é apontado com um dos responsáveis pela criação do PCC nos presídios de Mato Grosso do Sul e tinha 75 anos de condenação.
José Ivanilson, além de testemunha, era réu. Ele foi morto em uma penitenciária do interior de São Paulo em janeiro de 2005.
Welverlon Santy Lopes Ferreira, também era réu e testemunha. Foi morto em março de 2007, no interior de São Paulo.
O caso tem outro réu: Luís Calos da Silva, que nunca foi localizado.
Morel foi morto a facadas em uma das celas da Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, em janeiro de 2001. As testemunhas estavam cela, viram o crime, e ouviram o que os autores disseram antes e depois.







