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terça-feira, 30 de junho de 2026

Coluna Periscópio “Pé Frio” – por Antonio Luiz

2009-03-07 11:00:00

Não consegui encontrar a origem da expressão “pé frio”. É claro que existe, mas a procurei em diversas fontes e não encontrei. Tenho a impressão que tenha surgido no futebol.

Pé Frio –  Vamos ao meu esporte preferido: falar mal do Lula. Tenho um prazer especial quando há motivo para desancar esse sacana que, infelizmente, ocupa o cargo mais importante do país por culpa de um enorme contingente de ignorantes- como ele -, iletrados e mal informados.

Já que é para falar mal, vamos falar mal. O cara é um “pé frio” sem tamanho. Um “seca pimenteira”, um amuleto do azar.

O pé frio é o azarado, sem sorte e que contagia o caiporismo aos próximos, traz má sorte. O pé frio corresponde àquela pessoa que, pela simples presença, traz malogro e azar para coisas, fatos que lhes estão pertos e sejam provisória ou permanentemente alvos de sua atenção. À medida em que se torna símbolo de superstição, passa a ser temida e evitada e, contra seu poder e influência, a distância é uma das formas de neutralização.

Depois de pegar a fama, a falta de sorte passa a ser uma marca indelével para os de pé frio; quem o tem jamais conseguirá livrar-se da pecha.

É o que aconteceu e fixou-se no presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Ele carrega uma urucubaca para as coisas que o interessem. Assim estabeleceu-se para o povo que Lula é pé frio, e fim de papo.

“Não é à toa que o presidente Lula vem criando fama de “pé frio”. Vejamos alguns fatos que vêm alimentando essa fama: 1) Guga estava no auge da carreira, até o dia em que presenteou Lula com uma raquete; 2) Popó era o rei dos ringues até que resolveu dar um par de luvas para o Lula; 3) Lenny Kravitz desapareceu das paradas internacionais depois que deixou Lula fingir que estava tocando sua guitarra; 4) O Botafogo, às vésperas da decisão da Copa do Brasil, em 2007, após presentear Lula com uma camisa do “fogão”, viu o time perder o título, no Maracanã, para o Figueirense; 5) Depois da diretoria do Corinthians haver entregue à Lula uma camisa do clube, com seu nome nas costas, o “timão” foi rebaixado para a segunda divisão; 6) O lateral Roberto Carlos presenteou Lula com uma camisa da seleção antes da última Copa do Mundo e o Brasil foi desclassificado pela França; 7) Após brilhar na Libertadores de 2008, o time do Fluminense, tendo recebido a visita de Lula, perdeu o campeonato para a LDU; 8) A então imbatível seleção brasileira de vôlei, após estar com Lula, perdeu, no Brasil, o título da Liga Mundial; 9) Antes das Olimpíadas de Pequim, Diego Hipólito, favoritíssimo para receber medalha de ouro, teve um encontro com Lula e “dançou”. Agora dá para entender o que aconteceu com a Escola de Samba Beija-Flor, no carnaval carioca de 2009?”

Até quando?
O fato de um “movimento social” ter sido criado há 25 anos e de, neste período, ter se desenvolvido, aumentando muito o número de seus militantes, que se espalham por quase todo o território nacional, não tem nada de surpreendente. O que é surpreendente é o fato de o Movimento dos Sem-Terra ter-se mantido na ilegalidade durante todo esse quarto de século e, pior, com generosas verbas – por vias indiretas – do atual governo. É surpreendente o fato de esse movimento sem existência legal, que se dedicou a práticas contrárias à lei – manifestações de violência explícita que vão da invasão e destruição de fazendas à manutenção de empregados rurais em cárcere privado, passando por saques de cabines de pedágio e ocupação de prédios públicos -, ser recebido, festivamente, por um chefe de Estado e governo, que até fez questão de homenageá-lo, colocando na própria cabeça seu boné-distintivo.

No último dia 21 de fevereiro, sábado de Carnaval, quatro homens foram assassinados em São Joaquim do Monte, agreste de Pernambuco. Eles estavam em uma fazenda que havia sido invadida por sem-terra do MST e que teve a reintegração de posse decretada pela Justiça. A polícia informou que os homens teriam sido contratados como seguranças da propriedade. Dois suspeitos foram presos no local.

Eu nunca li em algum órgão da imprensa séria algo que exaltasse ou mesmo tolerasse as ações dessa gangue de bandidos financiados pelo governo. O ministro Gilmar Mendes – por quem não morro de amores – definiu como ilegal tanto o MST quanto o repasse de verbas públicas, já que se financia crimes.  O Palácio do Planalto fez “beicinho” para as declarações do ministro, mas ficou calado. Apenas dois ministros se manifestaram a favor do MST: a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff e Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário. Duas bestas.

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