2009-02-18 11:15:00
O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, pode vir a Mato Grosso do Sul para o lançamento oficial da pavimentação da rodovia Sul Fronteira, extenso corredor margeando a fronteira entre os dois países, cujas obras já começaram, nesta semana, em Ponta Porã. A rodovia Sul Fronteira compreende os trechos da MS-299 e MS-165, desde a cidade de Sete Quedas, no Sul do Estado, até o distrito de Sanga Puitã, em Ponta Porã.
São 227 quilômetros de estrada sempre pela fronteira, interligando as cidades de Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos e Sete Quedas, todas vizinhas do Paraguai. A obra foi idealizada no governo Zeca do PT, que chegou a financiar recursos junto ao Fonplata (Fundo de Desenvolvimento da Bacia do Plata) para implantá-la. Mas ao assumir o cargo, o atual governador André Puccinelli (PMDB) revogou a licitação e redirecionou a aplicação dos recursos.
Agora, André está viabilizando dinheiro de outras fontes para pavimentar a Sul Fronteira. Já foram garantidos R$ 72.049.863,10, necessários para a pavimentação dos 83 quilômetros do primeiro trecho que liga o distrito de Sanga Puitã a Coronel Sapucaia. A obra deve ficar pronta em 720 dias (cerca de dois anos). O investimento total chegará a R$ 175 milhões, incluindo o segundo trecho, de 110 quilômetros, entre Coronel Sapucaia e Sete Quedas.
O convite para Lugo vir ao lançamento oficial da obra foi feito ontem, pelo governador André Puccinelli (PMDB), durante audiência com o presidente paraguaio, em Assunção. André tratou de vários assuntos com Lugo, entre os quais o apoio do Paraguai à pretensão de Campo Grande ser subsede da Copa de 2014.
Integração – Na concepção do governo, a Sul Fronteira terá a missão de interligar a produção local (baseada na agricultura familiar e na criação de gado) com o acesso à hidrovia Tietê – Paraná. Vai permitir a melhor fiscalização da fronteira, o combate ao narcotráfico, um mal crônico da região, e dar impulso ao desenvolvimento regional.
Paralelamente a implantação da estrada, será incentivada a silvicultura (plantação de florestas para exploração vegetal ou replantio de áreas degradadas) em toda a faixa de fronteira, garantindo a defesa sanitária animal dos municípios que há três anos sofreram com os impactos dos focos de febre aftosa.
Esta floresta, que será implantada em toda área fronteiriça, servirá como uma barreira vegetal com largura média de 15 quilômetros, formando um maciço verde com área de 340 mil hectares, possibilitando a instalação de indústrias específicas para a exploração da nova cultura.










