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domingo, 28 de junho de 2026

Ferroeste vai contar com recursos do PAC

2009-02-10 16:17:00

No final de janeiro deste ano, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, determinou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a elaboração dos estudos técnicos necessários para a inclusão da extensão da Ferroeste – ferrovia pública que liga Cascavel a Guarapuava – até Mato Grosso do Sul no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). A decisão da ministra foi anunciada após ela manter reunião com os governadores Roberto Requião (Paraná) e André Puccinelli (Mato Grosso do Sul).

"Será uma extensão ferroviária que vai facilitar os dois Estados a escoar seus produtos até o Porto de Paranaguá e baratear os custos porque será uma obra pública", destaca o governador Roberto Requião. O novo corredor da Ferroeste será um conjunto de trechos que vão ligar os municípios sul-mato-grossenses de Maracaju, Dourados e Mundo Novo até o Porto de Paranaguá, passando por Guaíra, Cascavel e Guarapuava.

Atualmente, a Ferroeste tem 248 quilômetros e liga as regiões Oeste e Central do Paraná. A extensão da Ferroeste deve atrair mais cargas de Mato Grosso do Sul e abrir mais uma porta de entrada para produtos de Mato Grosso e do Paraguai até o Porto de Paranaguá, reduzindo custos da produção e aumentando a renda dos produtores.

O projeto da Ferroeste para a expansão da infra-estrutura do modal ferroviário paranaense, segundo o presidente da companhia, Samuel Gomes, "politicamente está resolvido". Os estudos de viabilização técnica e ambiental dos novos ramais darão base para que o projeto seja financiado.

Para entender o projeto de ampliação da ferrovia Cascavel-Guarapuava basta imaginar que o traçado vai ser estendido de Cascavel a Foz do Iguaçu, numa ponta, e de Guarapuava ao Porto de Paranaguá, na outra ponta. Além disso, de Cascavel em direção a Mato Grosso do Sul sairá um braço da ferrovia, passando por Guaíra, até Maracaju, passando por Dourados (MS).

História da Ferroeste

Construída pelo governo paranaense em parceria com o Exército brasileiro, durante o primeiro mandato do governador Roberto Requião, entre 1991 e 1994, a ferrovia custou na época US$ 360 milhões, pagos com recursos do Estado. O objetivo era atender os produtores do Oeste e possibilitar um meio barato de escoar a produção. Esse processo foi interrompido quando o governo Jaime Lerner concedeu a ferrovia à iniciativa privada.

O consórcio privado Ferropar (Ferrovia Paraná S/A), segundo o governo, não fez os investimentos previstos, não cumpriu as metas de transporte de cargas, nem pagou as parcelas estipuladas no contrato de concessão.

Em 2003, Roberto Requião determinou à diretoria da Ferroeste a retomada do controle da ferrovia. Desde então, o advogado Samuel Gomes, diretor administrativo, jurídico e financeiro da empresa, ingressou com várias ações em juízo. A retomada da ferrovia pelo Estado ocorreu em 18 de dezembro de 2006.

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