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domingo, 28 de junho de 2026

Câmara trabalha dentro da legalidade, diz vereadores

2009-02-07 08:16:00

Vilson Nascimento

Ao rebater críticas sofridas durante um programa de rádio que foi ao ar essa semana por uma emissora da cidade, todos os vereadores reeleitos e os novos eleitos que compõe a atual legislatura na Câmara de Amambai, foram categóricos em afirmar que o Poder Legislativo local trabalha com transparência, ética e dentro da legalidade.

Segundo os vereadores, durante o programa o locutor teria destorcido informações, buscando jogar a população contra os membros do Poder Legislativo e ofendido a dignidade dos parlamentares, fazendo acusações.

Segundo eles o radialista teria agido dessa forma em retaliação a suspensão do contrato publicitário com a emissora, passando as transmissões dos trabalhos do Legislativo para outra rádio da cidade.

Salário e ajuda de custo

Segundo a mesa diretora da Câmara, duas questões levantadas, o salário dos vereadores e uma ajuda de custo para despesas diversas são legais, aprovados por lei e com aval jurídico e do Tribunal de Contas do Estado.

“Nossos salários estão defasados. Estamos há quatro anos sem reajuste e por conta da grade salarial da Assembléia Legislativa, um projeto aprovado no ano passado que aumentaria os salários dos vereadores em Amambai, não pode ser colocado em prática.”, disse o presidente da casa de leis ao ressaltar que a ajuda de custo de R$ 2 mil reais que cada vereador recebe mensalmente não é para uso próprio, segundo ele visa possibilitar a contratação de secretário para prestar apoio ao trabalho do parlamentar e principalmente custear despesas cotidianas na função do trabalho e realizar atendimentos a pessoas necessitadas.

Diárias são limitadas

Em relação às diárias, que o radialista teria afirmado, segundo os vereadores, que os parlamentares recebem, más não viajavam, o presidente da casa de leis, vereador Anderson Mansano (PR), disse que é uma inverdade.

“Aqui na Câmara de Amambai foi adotado um limite de duas diárias por mês para cada vereador que necessitar se ausentar do município a trabalho. Em casos eventuais, de extrema necessidade, que o vereador, a trabalho, precise se ausentar por mais de dois dias, as vezes abre-se exceções e estende-se as diárias, mas em situação normal é apenas duas diárias ao mês e o vereador só poderá requere-las mediante comprovação que a vigem é de interesse do Poder Legislativo e do município”, finalizou Mansano.

Mudança de rádio

Em relação ao fator pivô da polêmica, que segundo os vereadores é a troca de emissora para a transmissão das sessões ordinárias da casa de leis, os vereadores disseram que a troca visou economia.

“A troca de emissora, que visa economia de recursos foi uma decisão tomada entre os nove vereadores que compõe a atual legislatura e não somente da mesa diretora isolada. A Radiojornal de Amambai pedia R$ 14 mil reais para a transmissão das sessões, o que daria R$ 168 mil ao ano e R$ 672 mil durante os quatro anos da atual legislatura. Trabalhando com a outra emissora a economia será de 432 mil em quatro anos”, disse o presidente da casa ao ressaltar que o objetivo de transmitir as sessões pela rádio é levar ao conhecimento da população, o que está sendo discutido pelo Poder Legislativo em defesa dos interesses do povo e do município.

Decisão foi tomada para adquirir ônibus

Além da economia que representará durante o quadriênio, a decisão de mudança de emissora para a transmissão das sessões foi tomada por necessidade, para ajudar um grupo de universitários de Amambai que fazem faculdade em Dourados, segundo os vereadores.

“Em reunião entre todos os vereadores, decidimos devolver R$ 60 mil reais à Prefeitura para a aquisição de um ônibus para a realização do transporte dos universitários e esse recurso foi tirado do dinheiro que seria destinado à imprensa”, ressaltou o presidente da casa de leis.   

Se sentindo ofendidos, vereadores procuram MPE

Se sentindo ofendidos pelas declarações feitas pelo radialista durante o programa, que foi ao ar na terça-feira (3), uma comissão de vereadores que compõe a atual legislatura em Amambai, estiveram reunidos com o Promotor de Justiça, Dr. Ricardo Rotunno, titular da 2ª Promotoria da Comarca, para informar que as denúncias feitas pelo radialista durante o programa eram infundadas, segundo eles, e também entregar ao representante do Ministério Público Estadual, um CD e cópia degravada do programa para análise.

Segundo os vereadores não está descartada a possibilidade dos nove parlamentares que compõe a atual legislatura em Amambai, Anderson Mansano (PR), Roberto Rojo Rodrigues, o “Roberto Protético” (PDT), o vereador Valter Brito da Silva (PR), o vereador Osvaldo Machado Franco, o “Coconho” (PR), vereador Daniel Riquelme (PTB), vereador Anílson Rodrigues de Souza, o “Prego” (PSB), o vereador Cristino Toledo (PDT), o vereador Carlos Roberto Batista do Nascimento “Carlinhos” (PPS) e o vereador Luciney Bampi (PV), entrarem com uma ação coletiva de “danos morais” contra o locutor pelas supostas acusações que dizem ter sofrido.

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