2009-02-05 14:38:00
A sede do Núcleo Regional da Funai em Dourados continua lacrada e sem expediente. O manifesto pela saída de Margarida Nicoletti do cargo pode acabar hoje.
Segundo o líder guarani Tibúrcio Fernandes, morador na Aldeia Bororó, o protesto deve terminar caso a resposta que eles aguardam de Brasílía atenda as reivindicações dos manifestantes.
Do contrário, eles pretendem manter o acampamento em frente a sede da Funai onde estão cerca de 50 indígenas das aldeias de Dourados, Amambai, Ponta Porã e Antônio João. Os índios também voltam a falar em fechar a MS-156 de acesso entre Dourados e Itaporã, e em outros trechos de estradas e pontos estratégicos na reserva.
Desde o início do protesto pela saída de Margarida do cargo, a distribuição de cestas básicas, que deveria ter iniciado segunda-feira, foi suspensa. Os alimentos deverão beneficiar 7.500 famílias.
No final da tarde de ontem, horas depois da liberação da rodovia MS-156, de acesso entre Dourados e Itaporã, os manifestantes receberam representantes do Conselho dos Direitos dos Índios, ligado ao governo do Estado.
Eles estiveram no local do protesto, em Dourados, para avaliar as condições em que os índios estão acampados e colheram assinaturas na carta de reivindicações, que serão encaminhadas ao Governo do Estado e ao Senado solicitando a intercessão junto a Funai, em Brasília.
Até a tarde de ontem, o presidente da Funai, Marcio Meira, não havia se manifestado a respeito das reivindicações dos índios que voltaram a falar em fechar a estrada, na saída de Dourados, nos principais acessos às Aldeias Bororó e Jaguapiru e pontos estratégicos na Reserva.










