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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Periscópio “Conflito sem solução” por Antonio Luiz

2009-01-16 16:47:00

Conflito sem solução

Por ser algo um tanto distante da nossa realidade, pouca gente talvez se interesse pelo que está acontecendo no Oriente Médio. Aqui na nossa região nunca soube que houvesse algum judeu ou mulçumano. Se existir, desconheço.

Mas, um ou outro mais curioso, me pergunta o que acho desse conflito que ora envolve os israelenses e palestinos. Na verdade, acho o que a maioria das pessoas minimamente informadas sobre aquele pedaço do planeta acha. Não há solução. Simplesmente isso.

A intolerância que grassa entre os islamitas impede que possa haver uma paz minimamente duradoura naquelas plagas. Nas teocracias, caso dos países mulçumanos com raríssimas exceções, o infeliz nativo começa desde a mais tenra idade a receber aulas de fundamentalismo nas madrassas, onde é impregnado de um ódio mortal, não apenas ao judeus, mas sobretudo a estes, e também a qualquer um que não professe sua  fé. A “Charia” é o código de leis do islamismo. Em várias sociedades islâmicas, ao contrário da maioria das sociedades ocidentais dos nossos tempos, não há separação entre a religião e o direito, todas as leis sendo religiosas e baseadas ou nas escrituras sagradas ou nas opiniões de líderes religiosos. Ou seja, em cada madrassa, e são milhares,  os pobres garotos que tiveram  o azar de nascer naquela região sofrem uma “lavagem cerebral” desde que vêm ao mundo. Não conhecem outra realidade, são doutrinados a obedecer cegamente o Corão, em que interpretações são feitas e ensinadas de acordo com as conveniências de cada teólogo ou facção política.  As informações são restritas e o menino cresce tendo como ídolos os homens-bombas, que  sacrificam  suas próprias vidas para aniquilar os que eles chamam de “infiéis”. Numa sociedade com esse grau de radicalismo é difícil encontrar alguém disposto a ceder ou ter qualquer resquício de bom senso.

Do outro lado, os israelenses revidaram as agressões sofridas, com o Hamas, que controla a Faixa de Gaza Palestina, disparando foguetes sobre as cidades vizinhas. Alguns comentaristas acham que Israel está usando força desproporcional e com isso fazendo muitas vítimas civis. Pessoalmente, penso que os israelenses têm todo o direito de defender sua população e seu território.

A tragédia do World Trade Center, em setembro de 2001, é emblemática para explicar até onde chega o radicalismo islâmico e seu ódio por aqueles que não professam as mesmas ideologias ou religião. Matam inocentes apenas para marcar sua posição.

Segundo alguns especialistas, nesse caso atual, os ataques do Hamas são apenas fachadas para as intenções do Irã, que abastece os palestinos com armas e dinheiro. Havia em Teerã e certeza de que Israel teria intenção de atacar as instalações atômicas do Irã e este se antecipou através dos radicais do Hamas. Não há certezas sobre essa teoria, a não ser o fato de que os iranianos realmente estão na retaguarda das ações.

A situação é praticamente insolúvel. De um lado, fanáticos dispostos a morrer por sua pretensa fé; do outro lado, um povo determinado, que sofreu todas as perseguições possíveis durante dois milênios e que, armado até os dentes, quer defender o pequeno território que lhe coube depois da criação do Estado de Israel em 1.948.

Azia – O presidente disse que não lê jornais, revistas, sites, blogs e nem ouve rádio ou vê TV, porque isso faz mal ao seu fígado. A declaração de Lula não é nenhuma novidade. O novo é o argumento presidencial, que dá conta que a leitura dos veículos de comunicação faz mal ao fígado.

Quem diria, hein! Até a justificativa de Lula – a maioria das pessoas imaginava que o álcool é que fazia mal ao fígado.

Os petistas só gostavam da Imprensa quando estavam na oposição. Aí eles se davam bem com os jornalistas, não achavam nada de estranho nas coberturas dos jornais e até defendiam a liberdade de expressão como um dos pilares da democracia. Tudo da boca pra fora. Foi só chegarem ao poder e os petistas botaram as unhas de fora, enxergando em cada jornalista um inimigo a ser combatido e se possível afastado dos caminhos dos governantes petistas.

Isso acontece com Lula, com governadores, deputados, senadores e vereadores do PT. A maioria  dos petistas não suporta a Imprensa porque não aceita críticas. Além disso, se sentem traídos pelos jornalistas, pois imaginavam que a simpatia da categoria pelo PT – uma realidade desde os tempos da ditadura – significava apoio irrestrito aos petistas e seus governos.

Ainda bem que está no fim!

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