2009-01-16 11:36:00
Mídia Max
O governo brasileiro pensa em unir o Exército e a Polícia Federal para agir contra o narcotráfico na região de fronteira com o Paraguai e a Bolívia, numa extensão de ao menos 600 quilômetros. O projeto é estudado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Ele revelou o plano, na tarde desta quinta-feira, na base naval da Marinha, na cidade de Ladário, onde o presidente Lula se reunira com o presidente da Bolívia, Evo Morales.
Antes, Lula havia dito em discurso na cidade boliviana Arroyo Concepcion, que iria ceder helicópteros ao governo boliviano com a intenção de atacar o tráfico de cocaína na região. Jobim disse que o Brasil vai doar ao governo de Evo quatro helicópteros, mas ainda não sabe a data. "Isso deve acontecer ainda neste ano", previu o ministro. Ele afirmou também que tem consultado o comando do Exército, que apura a viabilidade do plano.
Dinheiro
O secretário de SegurançaPública de Mato Grosso do Sul, Wantuir Jacini, que conversou com Jobim, disse que aprova a idéia, mas vê o programa com reserva. "É preciso muito recurso", disse. Levantamento recente preparado pela Polícia Federal sustenta que ao menos sete cidades sul-mato-grossenses, Corumbá uma delas "são portas de entrada" para o tráfico de drogas e trânsito de armas ilegais.
Logo após o anúncio do estudo, Jacini, que é policial federal, reconheceu o levantamento, mas afirmou que a situação só poderia mudar caso o governo federal investisse mais na segurança em regiões de fronteira.









