2009-01-07 17:06:00
O Custo dos alimentos essenciais registrou alta acumulada de até 29,31% em 2008 nas capitais onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realizou a Pesquisa Nacional da Cesta Básica.
Considerando as 16 capitais para as quais existem dados para todo o ano, os maiores aumentos foram apurados em João Pessoa (29,31%), Natal (26,73%), Florianópolis (25,26%) e Fortaleza (24,61%). As menores variações ocorreram em Belém (4,76%), Goiânia (10,61%), São Paulo (11,58%), Belo Horizonte (12,43%) e Aracaju (12,92%). Em Manaus, a pesquisa começou a ser realizada em outubro.
Em dezembro, todas as 17 localidades pesquisadas registraram alta. As elevações mais significativas verificaram-se em João Pessoa (14,71%), Aracaju (7,74%), Natal (7,45%), Porto Alegre (6,64%) e Rio de Janeiro (6,45%). Belém (0,29%), São Paulo (0,35%), Curitiba e Vitória (ambas com taxa de 0,61%) apresentaram os menores aumentos.
A forte alta verificada em Porto Alegre fez com que a capital gaúcha registrasse o maior custo para os gêneros alimentícios essenciais (R$ 254,86), com um valor distanciado das demais cidades. A segunda capital mais cara foi o Rio de Janeiro (R$ 239,78), onde o valor foi bem próximo do apurado em São Paulo (R$ 239,49) e Florianópolis (R$ 239,03). Os menores preços para o conjunto de gêneros alimentícios essenciais foram registrados em Recife (R$ 183,61), Salvador (R$ 193,06) e Aracaju (R$ 193,28).
Com base no custo apurado para a cesta de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família, o Dieese estimou que o menor salário pago deveria ser R$ 2.141,08, ou seja, 5,16 vezes o mínimo em vigor (R$ 415).








