2008-12-30 11:43:00
Os novos prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e secretários municipais de Amambai e municípios da região tomam posse na quinta-feira, dia primeiro de janeiro. Em Amambai, a posse será às 10 horas, no Alphaville Clube. Começa um novo ciclo administrativo nos municípios, onde o desafio principal é a geração de emprego, renda e o desenvolvimento socioeconômico, num momento delicado da economia mundial.
Praticamente todos os prefeitos têm como meta principal atrair investimentos para suas cidades. Melhorar a qualidade de vida da população com investimentos em saúde, educação, asfalto, saneamento, limpeza urbana, conservação de estradas, habitação, esporte, cultura e lazer, entre outros setores são o foco de qualquer administração pública, mas o setor de desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda deve receber uma atenção especial. Tanto é, que em Amambai a nova administração de Dirceu Lanzarini tratou de articular o desmembramento da atual Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que virou: Secretaria de Agricultura e Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Geração de Emprego e Renda.
O vice-prefeito de Amambai, José Aguiar, ocupará a Secretaria de Indústria, Comércio e Geração de Emprego e Renda. Aguiar foi chefe da Agesul por mais de cinco anos, já foi candidato a prefeito, assessor parlamentar e ocupou o cargo de vereador por um mandato
Em contato com os prefeitos da região, confirmamos a tendência de se priorizar a geração de emprego e renda. Na maioria dos municípios as pesquisas feitas com a população mostram esse setor como o que necessita de mais esforço administrativo. As cidades precisam crescer, precisam se desenvolver e para isso é necessário investimento público e também, principalmente, da iniciativa privada.
A expectativa de instalação de usinas de álcool no Mato Grosso do Sul, fato que vem acontecendo em vários municípios em processo já adiantado, chama a atenção dos prefeitos do Cone Sul. Vários municípios, como é o caso de Amambai, Tacuru, Ponta Porã, Sete Quedas, Iguatemi e Eldorado, além de Caarapó, vivem essa expectativa. Em alguns, como Ponta Porã e Caarapó, a instalação já segue num processo adiantado; em outros, o processo ainda está no início, com projetos sendo elaborados e os recursos sendo pleiteados pelos investidores. Resta analisar até que ponto a crise mundial afetará esses investimentos sulcroalcooleiros no Brasil e no Mato Grosso do Sul, que poderão dificultar a viabilização desses projetos. Mas a instalação de usinas de álcool não é o único meio de gerar emprego e renda. Com certeza não. Os prefeitos terão que atuar firme nesse propósito, sem perder recursos públicos e atrair e apoiar o máximo da iniciativa privada.













