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terça-feira, 23 de junho de 2026

Rudi tem cassação suspensa, mas não pode ser diplomado

2008-12-18 20:39:00

Vilson Nascimento

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS) suspendeu, no final da tarde dessa quinta-feira (18) a cassação da diplomação do prefeito eleito de Coronel Sapucaia, Rudi Paetzold (PMDB) e de seu vice, Aldacir Cardinal, o “Ada da Agripeças” (PDT), mas os dois não serão diplomados por conta de uma liminar, segundo informou a Justiça Eleitoral.

A cassação da diplomação de Rudi e Ada foi realizada pelo Juiz Eleitoral da 1ª Zona Eleitoral, que abrange os municípios de Amambai e Coronel Sapucaia, Dr. Thiago Nagasawa Tanaka, no final da tarde de quarta-feira (17).

Rudi e seu vice, que é vereador em Coronel Sapucaia, seriam diplomados na manhã dessa quinta-feira (18) juntamente com os vereadores, suplentes ao cargo de vereadores de Coronel Sapucaia e Amambai e o prefeito e o vice-prefeito eleito em Amambai, mas por conta da decisão judicial tiveram a diplomação suspensa.

Acusação é de compra de votos- A ação movida pelo Ministério Público Eleitoral contra Rudi Paetzold denunciava e pedia a cassação do prefeito eleito por captação de sufrágio, ou seja, compra de votos durante a campanha eleitoral para as eleições municipais 2008 em Coronel Sapucaia.

Segundo o MPE denúncias, inclusive gravações com áudio e vídeo mostram o prefeito oferecendo dinheiro em troca de votos.

Outro fator que também gerou denúncia de captação de sufrágio contra o prefeito eleito de Coronel Sapucaia foi a retenção por parte do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e da Polícia do Ministério Público, no dia 5 de outubro, logo após o encerramento da votação, de dois ônibus, supostamente fretados por Rudi, que deixavam o município de Coronel Sapucaia levando eleitores que votam em Coronel Sapucaia, mas residem na cidade de Água Clara.

Segundo o MPE em depoimento os passageiros teriam relatado que haviam recebido R$ 100,00 para se deslocar até Coronel Sapucaia para votar para o prefeito eleito e após a votação teriam recebido mais R$ 50,00 além da viagem de volta à cidade onde residem atualmente.
Um vereador reeleito, denunciado por suposta participação no “esquema” foi julgado e absolvido.

Nova Liminar- Na tarde essa quinta-feira os advogados de defesa do prefeito eleito conseguiram a suspensão, junto ao TRE, da decisão de cassação da diplomação até que o processo seja julgado em definitivo pelo Tribunal, fator que daria direito a Rudi Paetzold e seu vice, Ada da Agripeças, de serem diplomados ainda nessa quinta-feira, mas uma outra liminar, também concedida pelo Juiz Eleitoral da 1ª Zona Eleitoral, Dr. Thiago Tanaka, que cassa o registro da candidatura do prefeito eleito por questões de domicílio manteve a suspensão da diplomação.

 A liminar provém de uma ação movida pelos partidos que compunham a “Coligação Força do Bem” que tinha como candidato o atual prefeito do município, Ney Kuasne (PR) que acusam o prefeito eleito de não residir em Coronel Sapucaia e sim na cidade de Capitan Bado no Paraguai, o que feriria a legislação eleitoral que prevê que para ser candidato o requerente teria que morar no município.

Segundo o vice-prefeito eleito ao lado de Rudi, Aldacir Cardinal, de fato o prefeito tem propriedade rural no Paraguai e por ter visto para trabalhar naquele país, também se filiou no Partido Colorado em Capitan Bado, mas as acusações de não residir em Coronel Sapucaia são falsas.

Segundo Ada da Agripeças, ainda nessa sexta-feira (19) os advogados de Rudi Paetzold deverão entrar com recurso junto ao TRE/MS visando a suspensão da liminar e garantindo a diplomação.

Segundo a Justiça Eleitoral caso a suspensão da diplomação do prefeito e do vice permaneça até o dia da posse, 1 de janeiro, quem assumirá a Prefeitura será o presidente da Câmara e no caso da cassação ser mantida após a ação transitar em julgado, uma nova eleição terá que ser convocada.

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