2008-12-12 08:42:00
Suzana Machado
Um grupo de 40 produtores rurais de Mato Grosso do Sul estiveram na Argentina, entre os dias 03 e 07 de dezembro, participando de um encontro promovido pela multinacional Nidera, que atua no ramo de sementes (soja, milho, girassol e sorgo).
O encontro, realizado na Província de Santa Fé, possibilitou a troca de informações entre os produtores.
De acordo com Tomio Tarumoto, engenheiro agrônomo, a grande diferença existente entre a agricultura do Estado e a da Argentina está no quesito produtividade e custo de produção. “Nesses dois fatores a Argentina sai na nossa frente. Isso está visível nos números. Por exemplo, com relação ao adubo, aqui são utilizados de
A diferença continua também com relação à aplicação de fungicidas; na Argentina são feitas de
“A média de custo de produção por hectare na Argentina é de US$ 200,00; aqui, esse valor pode atingir US$
Segundo o engenheiro agrônomo, o fator climático, o solo fértil e a altitude (
“Mesmo com a tecnologia inferior à nossa, a Argentina planta 18 milhões de hectares de soja, três milhões de milho e de
Para Tomio, a produtividade e o retorno financeiro para os produtores argentinos é melhor do que para os brasileiros. “Na Argentina eles não têm custeio bancário. São feitas permutas (troca de grãos por produtos). O imposto lá gira em torno de 42%; com a permuta ocorre um desconto de 12%, ficando esse valor em 30% para o produtor.”
No Estado, muitos produtores ficaram sem financiamento este ano, reflexo da crise econômica mundial; além disso, insumos e sementes foram adquiridos a valores mais altos. “Essa seca de mais de 20 dias que tivemos já resultou na perda de cerca de 20% da produção. Devido a isso, cerca de 15% dessa área, dependendo da localização, passa pelo replantio, o que é mais um gasto para o produtor, aumentando o custo da produção. Essa chuva dos últimos dias ajudará a minimizar a situação.”
Além de Tomio, do município de Amambai também participaram do encontro: João Carlos Matoso, Camilo Bueno, Francielo Brognoli, Valdomiro Malacarne e Guilherme Dallabarba. Produtores das cidades de Sidrolândia, Maracaju, Rio Brilhante, Dourados e Navaraí também integraram o grupo que viajou para a Argentina.











