2008-12-02 12:49:00
O Serviço Ambulatorial Especializado (SAE) de Ponta Porã informou, ontem, ao Jornal da Praça que de janeiro a novembro de 2008 foram notificados 14 novos casos de AIDS (Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida) na fronteira. Em 2007, foram registrados 6 novos casos, o que imprime um aumento superior a 100% de um ano para outro.
Hoje, a unidade possui 200 pessoas cadastradas com HIV/AIDS e Transmissão Vertical (quando a mãe infectada transmite para o feto). Nesse número estão incluídos portadores de Ponta Porã, Paranhos, Amambaí, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Antônio João, Sete Quedas e Pedro Juan Caballero.
Dessas 200 pessoas, 95 já recebem o coquetel de medicamentos no próprio SAE, que vem recebendo cerca de 50 consultas mensais para diagnóstico e atendimento a DST’s (Doenças Sexualmente Transmissíveis).
Acompanhando a meta da campanha nacional contra a AIDS que é a terceira idade, o SAE vem dando maior atenção às pessoas da terceira idade e registrou casos de HIV/AIDS em pessoas entre 50 e 60 anos (10), entre 60 e 70 anos (5) e entre 70 e 80 anos (1).
RELATÓRIO
Relatório do Programa Estadual DST/Aids, da Secretaria de Estado de Saúde (SES), aponta que em Mato Grosso do Sul, no período de 1984 a 2006, foram notificados 4.608 casos com uma incidência acumulada igual a 208,73 por 100 mil habitantes.
Em 2005, a incidência de casos notificados foi de 22,34 para cada 100 mil habitantes. Em 2006, abaixou para 15,62 e, no ano passado, a queda foi maior ainda, com uma incidência de 15,18.
Os municípios de maior incidência acumulada, segundo a distribuição geográfica, no ano passado foram: Campo Grande, com 2.715 casos notificados do total geral; Dourados, com 300 casos notificados; Três Lagoas, com 251 casos notificados; Corumbá, com 228 casos notificados; Ponta Porã, com 127 casos notificados.
Mato Grosso do Sul ocupa a 16ª classificação no ranking nacional de casos acumulados da doença no Brasil. A população mais acometida é a do sexo masculino numa proporção aproximada de 2:1 (dois homens para cada uma mulher), mas assim como no âmbito nacional, os índices indicam a “feminilização da epidemia” com a proporção de 1,5 (15 homens para cada 10 mulheres).








