2008-11-21 09:51:00
O encontro Novos Gestores, que teve início ontem, prossegue nesta sexta-feira na cidade Goiânia de Rio Quente, com uma série de atividades, entre as quais debates e palestras.
Pelo menos cerca de 15 prefeitos sul-mato-grossenses participam do encontro promovido pela CNM (Confederação Nacional de Municípios).
O presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), prefeito de Jateí, Eraldo Jorge Leite (PSDB), lidera grupo de prefeitos do Estado, juntamente com a prefeita de Três Lagoas, Simone Tebet (PMDB), diretora de Assuntos Municipalistas da entidade.
Além do relatório da reforma tributária, os prefeitos eleitos e reeleitos discutem a questão das finanças públicas, previdência social, educação, saúde, desenvolvimento social, tecnologia, atuação internacional, meio ambiente e as lutas e conquistas do movimento municipalista brasileiro.
Um das preocupações dos administradores é com relação à retirada de pontos importantes do relatório da proposta tributária pelo deputado Sandro Mabel (PR/GO). Eles também advertem em relação ao impacto financeiro que o piso salarial do magistério causará na folha de pessoal, uma vez que a lei envolve também os professores inativos.
"Todos se manifestaram preocupados com isso, que deve inviabilizar as prefeituras", definiu o diretor-administrativo da Assomasul, Sebastião Nunes da Silva, que acompanha a comitiva sul-mato-grossense.
Desde que a lei do piso foi aprovada, no meio de julho, governadores e secretários de Educação têm pressionado por sua mudança.
Os pontos mais polêmicos são o que prevê que um terço da jornada de trabalho do docente terá que ser dedicado a tarefas extraclasse, como correção de provas, e o que estabelece que gratificações não poderão ser contabilizadas para atingir o piso, de R$ 950 para 40 horas semanais.
Mudanças – O piso preocupa, além dos prefeitos, os governadores que têm ido a Brasília pedir mudanças. A senadora Marisa Serrano (PSDB/MS) defende alterações, afirmando que "uma coisa é o piso, a outra são as emendas que foram colocadas depois."
Os governadores alegam que o piso terá um impacto de R$ 5,9 bilhões em dez Estados e que será necessário contratar mais cerca de 125 mil professores para aumentar a jornada extraclasse.
O projeto original, proposto pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e endossado pelo governo federal, não previa um limite de horas dentro de sala de aula.









