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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Salário de idosos é o que mais subiu no Estado

2008-11-19 18:33:00

Os idosos estão com salários melhores em Mato Grosso do Sul. Os sexagenários tiveram o maior avanço salarial entre as diferentes faixas etárias entre 2006 e 2007, aponta levantamento da Funsat (Fundação Social do Trabalho), a partir de números da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), divulgado hoje (19). Os trabalhadores com 65 anos ou mais tiveram ganho salarial de 8,24% no intervalo considerado no estudo. A má notícia é que a diferença salarial entre homens e mulheres permanece em uma distância superior a 10%. Outro dado preocupante é a redução do estoque relativo ao primeiro emprego.  

Em 2006, havia 2.706 pessoas com 65 anos ou mais no mercado de trabalho formal, com salário médio de R$ 1.297,38. No ano seguinte, os 2.984 trabalhadores nesse intervalo etário passaram a receber a média salarial de R$ 1.404,33. O aumento de 8,24% está acima das demais variações. O segundo melhor avanço relativo se encontra no outro extremo etário: os jovens com até 17 anos melhoraram seus salários em 8,09% – a média salarial passou de R$ 368,72 para R$ 398,57.  

De todos os salários médios, os melhores são os das pessoas com idades entre 50 e 64 anos. Em 2007, os trabalhadores dessa parcela populacional recebiam, em média, R$ 1.575,92. Esse valor é 6,76% superior ao correspondente ao salário médio de 2006, que era de R$ 1.476,08. Em segundo lugar em valor salarial, estão os trabalhadores com idades entre 40 e 49 anos. Esse grupo encerrou 2007 com ganho médio de R$ 1.426,37 – variação relativamente tímida (3,13%) sobre o valor do ano anterior, que foi de R$ 1.382,95.  

Gêneros
O comparativo entre os dados do Rais de 2007 e de 2006 mostra que as mulheres continuam recebendo menos que os homens. Elas também são minoria numérica no mercado de trabalho formal.  

Em 2007, havia 183.426 mulheres empregadas (38,85% do total de trabalhadores formais) e 288.744 homens (61,15% do total). A proporção é semelhante a do ano anterior, quando 266.770 (60,81%) dos trabalhadores eram homens e 171.915 (39,19%) eram mulheres.  

A média salarial dos homens, em 2006, era de R$ 1.073,56, e o das mulheres, de R$ 959,39. A distância relativa é de 11,9%. No ano seguinte, a diferença persistiu. Os homens passaram a receber a média de R$ 1.133,52 (avanço de 5,58%) e as mulheres, R$ 1.009,61 (aumento de 5,23%). A diferença entre os salários dos dois gêneros aumentou para 12,2%. 

Primeiro emprego
O estudo indica maior dificuldade para primeira inserção no mercado de trabalho. De 2006 para 2007, o saldo de trabalhadores no primeiro emprego sofreu déficit de 1.265 vagas. Em 2006, havia 41.137 empregados nessa situação e, no ano seguinte, esse volume caiu para 39.872 trabalhadores.


O maior movimento de contratações ocorreu no interior do mercado de trabalho formal. Segundo o estudo, o estoque de trabalhadores transferidos de uma empresa para outra (com ônus para a cedente) passou de 727 para 15.297, o que resulta no saldo de 15.297 empregos.

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