2008-11-19 00:19:00
Os deputados definiram consenso em alguns pontos da reforma do Regimento Interno da Assembléia Legislativa, que começou a ser votada nesta terça-feira a partir de projeto de resolução apresentado pelo deputado Pedro Kemp (PT). Após reunião de mais de três horas, os deputados não fecharam, porém, a composição da chapa consensual. A eleição da Mesa diretora foi antecipada de 1º de fevereiro para 16 de dezembro.
Segundo fontes da Assembléia Legislativa, os deputados fecharam consenso no sistema de votação para a Mesa diretora. A partir de agora a eleição se dará por meio de voto aberto e nominal. O voto secreto fica mantido apenas para indicações. Outro ponto da reforma que é consenso entre os deputados é o que abrevia a tramitação de projetos na Casa. Se uma matéria obter aprovação unânime na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ela não precisa ir a plenário. Essa regra já é aplicada no Congresso, onde as comissões técnicas permanentes têm competência para aprovar projetos que não sejam polêmicos.
Em relação à composição da futura Mesa diretora a única confirmação é de reeleição do presidente Jerson Domingos (PMDB) e recondução do deputado Ary Rigo (PDT) para a 1º secretaria. Na verdade, três nomes já estariam definidos, além da reeleição de Domingos e Rigo.
O deputado Pedro Kemp (PT) deve ser confirmado na 1ª vice-presidência no lugar de Amarildo Cruz, que assumirá a liderança do PT. Já o deputado Paulo Duarte (PT) reivindica a presidência da CCJ. Faltam definir o segundo vice-presidente e o terceiro vice-presidente, além da segunda e terceira secretarias. A 3ª vice-presidência que era do deputado Ari Artuzi, que filiou-se ao PDT, deve permanecer com o PMDB.
Na reunião a portas fechadas durante toda tarde, os deputados se concentraram mais na reforma do Regimento Interno, segundo fontes do Legislativo. Os deputados querem primeiro comunicar o governador André Puccinelli sobre as negociações. Puccinelli retorna nesta quarta-feira da viagem de 10 dias à Itália.
Jerson Domingos já fala em metas para a próxima gestão. A prioridade é concluir as obras do anexo, orçadas em R$ 8 milhões (50% estão pagos), e seguir com a política de contenção de gastos de custeio. Jerson Domingos destaca que em 2007 a Casa economizou R$ 34 milhões que voltaram para os cofres estaduais. Neste ano, ele espera uma economia de R$ 45 milhões.










