2008-11-18 15:47:00
Operação desencadeada nesta terça-feira pela PF (Polícia Federal), tenta prender 14 pessoas envolvidas com descaminho, contrabando e tráfico de drogas.
A Operação 334 é realizada em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais, e é resultado do trabalho de investigação de 10 meses da PF em Ponta Porã, cidade que fica a 334 quilômetros de Campo Grande, e coordena a ação.
Dos 14 mandados de prisão, 12 já foram cumpridos. Foram quatro presos na região metropolitana de Belo Horizonte, três em Cuiabá, dois em Dourados e três na região de Ponta Porã.
A Justiça Federal expediu também 15 mandados de busca e apreensão, todos realizados. Foram apreendidos dinheiro e mercadorias. Há no total 19 investigados. São comerciantes e pessoas ligadas ao setor de transportes.
Há também um policial rodoviário federal lotado no posto da BR-463, que fica entre as cidades de Dourados e Ponta Porã. Ele foi preso em Dourados.
Um irmão dele, também está envolvido, e foi preso em Ponta Porã. Ambos são sócios em uma revendedora de automóveis em Dourados.
Segundo a PF, o chefe da quadrilha é Júlio César Duarte, dono de um hotel no Paraguai. Era Júlio quem organizava a aquisição do contrabado e um outro grupo ligado a ele comprava principalmente cocaína. O empresário foi preso em Pedro Juan Caballero.
O policial rodoviário federal facilitava o “escoamento” do contrabando, que era revendido por comerciantes em lojas e camelódromos das cidades de Cuiabá e Sinop, no Mato Grosso. Ou seja, ela não fiscalizava os veículos com as cargas.
O policial passou a ser considerado suspeito após a PF verificar que ele estava de plantão nos dias em que foram feitas 12 apreensões, a maioria em ônibus fretados exclusivamente para o transporte do contrabando. Estas apreensões foram realizadas pela PF, após as cargas terem passado pelo posto da PRF.
As mercadorias eram escondidas em meio a cargas legais em transportadoras de Dourados, que as levavam para Mato Grosso e também Minas Gerais.
Para a região de Belo Horizonte, além do contrabando, eram encaminhadas cargas de cocaína e maconha. Pelo menos quatro carregamentos das drogas para aquele Estado foram interceptados. Foram apreendidos o total de 52 quilos de cocaína e 11 de maconha.
Em Minas Gerais, a quadrilha contava com o apoio de um ex policial militar, que fazia segurança dos comparsas.
Os investigados são suspeitos dos crimes de formação de quadrilha, contrabando e
descaminho, tráfico de drogas e associação para o tráfico, corrupção ativa e passiva e falsificação de documento.
As prisões são preventivas, sem prazo determinado, e motivadas pela possibilidade concreta de fuga dos investigados, que residem na região de fronteira, bem como para a garantia da ordem pública.
A operação contou ainda com o apoio da Receita Federal e da PRF, que acompanhou as investigações sobre a participação de um dos seus integrantes desde o início dos trabalhos.









