2008-11-17 21:12:00
Dois dos três candidatos à presidência da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) apostam que as articulações de bastidores devem resultar no consenso em torno de uma chapa plural.
Na opinião do prefeito de Terenos, Beto Pereira (PMDB), o confronto de grupos pode enfraquecer o poder político da entidade.
“Nas conversas que a gente teve até o momento, estamos tentando chegar a uma candidatura única, para que a Assomasul saia fortalecida deste processo. Toda vez que tem disputa, isso cria traumas, então estamos buscando formar uma chapa que contemple todos os partidos e todas as regiões do Estado”, declarou.
Mesmo se articulando nos bastidores para ganhar o maior apoio político possível, o prefeito de Terenos admite que pode abrir mão da candidatura à presidência da entidade, caso algum de seus concorrentes consiga maior número de adesões.
“Se eu ver que eu vou ter menos votos que o meu companheiro, que outra candidatura se viabilizou, não tenha dúvida, eu não tenho nenhuma dificuldade de abrir mão. Mas se por outro lado eu tiver mais apoio, não abandono a disputa de jeito nenhum”, avisou.
Prefeito de Jardim, o tucano Evandro Bazzo tem o mesmo discurso, e acha que um embate dentro da Assomasul pode acabar enfraquecendo a entidade politicamente.
“Estamos em busca de uma chapa homogênea, estamos ouvindo todos os prefeitos e todos os partidos, porque nossa intenção é contemplar o maior número de partidos possível nesta chapa. É claro que temos problemas, temos ideologias partidárias diferentes, mas com união, podemos conquistar nossos ideais, discutir com maior propriedade assuntos de interesse com o governo, então nosso maior objetivo não é o embate e sim a luta pelo municipalismo”, afirmou ao Campo Grande News.
Há algumas semanas, seis candidatos corriam nos bastidores em busca de votos pela presidência da Assomasul: além de Beto Pereira e Evandro Bazzo, os prefeitos de Anastácio, Cláudio Valério (PMDB), Chapadão do Sul, Jocelito Krug (PMDB), Ivinhema, Renato Câmara (PMDB) e de Caarapó, Mateus Palma (PR).
Conversas de bastidores acabaram enxugando pela metade o número de postulantes. Jocelito Krug ainda está na disputa, com o apoio, inclusive, do governador André Puccinelli (PMDB). Ele não foi encontrado pela reportagem para comentar sobre o assunto.
A eleição que escolherá o novo presidente da Assomasul deve ocorrer na primeira quinzena de janeiro.











